A taxa de câmbio apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta sexta-feira (02). No momento da publicação deste texto (10h00min), ela era negociada ao redor de R$ 4,97, recuo de 0,7% em relação ao fechamento de quinta-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 103,6 pontos, variação de +0,1% ante à véspera. O mercado de divisas repercute a aprovação definitiva no Congresso americano do acordo que suspende o teto da dívida pública no país até 01 de janeiro de 2025 e evita o calote inédito nos últimos instantes. Adicionalmente, o Relatório da Situação do Emprego americano para o mês de maio surpreendeu mais uma vez ao revelar uma criação de empregos muito acima do esperado, tornando mais complexa a próxima decisão de política monetária do Federal Reserve. Na agenda do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) de abril, às 09h00min, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, palestra às 12h30min, e a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) atualiza a posição semanal dos agentes de mercado, às 16h30min.
Suspensão do limite da dívida dos EUA O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta sexta-feira, refletindo um ambiente internacional de negócios de maior apetite por riscos, que beneficia, por sua vez, ativos como ações, commodities e moedas de países estrangeiros. A recuperação do otimismo se estabeleceu desde a madrugada, quando o Senado estadunidense aprovou, por 63 votos a 36, o projeto de lei arduamente negociado entre democratas e republicanos que suspende o teto da dívida do país e evita um default, o primeiro na história do país. O Tesouro americano havia alertado que ficaria sem recursos para honrar seus compromissos já nesta segunda-feira (05). Agora, o acordo segue para a ratificação presidencial, que deve ser feita ainda hoje.
Mercado de trabalho nos EUA Adicionalmente, outro fator de atenção aos investidores nesta manhã foi a divulgação do relatório de situação do emprego pelo Departamento de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos. O relatório indica que, em maio, foram criados 339.000 novos empregos no país, contra a criação de 294.000 vagas em abril e acima da mediana das estimativas, que previa um montante de 190.000 novos postos de trabalho. Apesar do aumento na criação de novas vagas no último mês, a taxa de desemprego do país apresentou um avanço em maio, ficando em 3,7%, acima das expectativas (3,5%) e da taxa reportada no mês anterior (3,4%). O dado mostra que o mercado de trabalho estadunidense continua aquecido, ao contrário do que previam especialistas, e sugere que o Federal Reserve precisará manter os juros mais altos por mais tempo a fim de ter êxito em sua missão de reestabilizar os preços da economia. Contudo, a maior parte das apostas no mercado futuro de juros não acredita que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) irá elevar os juros em sua próxima reunião, nos dias 13 e 14 de junho, visto que diversos integrantes defendem que o Comitê adote uma “pausa” a fim de coletar mais dados até a reunião seguinte, no final de julho.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




