O par real/dólar oscilava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta quarta-feira (02). No momento da publicação deste texto (10h00min), ele era negociado ao redor de R$ 4,79, praticamente estável ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 102,4 pontos, alta de 0,5% frente ao término de terça-feira.
O mercado de divisas repercute o ambiente externo de aversão ao risco e de cautela após a agência de classificação de riscos Fitch rebaixar a avaliação do crédito soberano dos Estados Unidos de AAA para AA+, citando preocupações com a situação fiscal do país e os recentes impasses para o financiamento da dívida pública no país. No Brasil, analistas aguardam pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgado após o fechamento do mercado. As projeções se dividem entre um recuo de 0,25p.p. e 0,50 p.p. para a taxa básica de juros (Selic).
Decisão do Copom O dólar negociado no mercado interbancário oscilava entre perdas e ganhos na manhã desta quarta-feira, dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, para a qual se espera o encerramento do ciclo de altas praticado pela instituição. O corte da taxa básica da autarquia, atualmente em 13,75% ao ano, já é tido como certo após a inflação no país sinalizar arrefecimento. No mercado de opções, os investidores dividem suas apostas entre um corte mais conservador, de 0,25 p.p., e uma decisão mais robusta de ajuste de 0,50 ponto percentual. O afrouxamento do aperto monetário praticado pelo Banco Central ocorre após meses de críticas por parte do governo quanto à atuação da autoridade em manter os juros no país num patamar elevado.
Rebaixamento da nota de crédito dos EUA Adicionalmente, a agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou a classificação de crédito de longo prazo dos Estados Unidos, a qual foi da nota máxima "AAA" para "AA+", a segunda maior nota possível no ranking. O rebaixamento ocorre sob o contexto de debate político acerca do endividamento do país após impasses para definição do limite da dívida, De acordo com a agência, a queda da avaliação se deu em função da expectativa de deterioração fiscal do país nos próximos três anos. Dessa forma, amplia-se o sentimento de aversão ao risco entre os agentes, o que tende a desfavorecer ativos como commodities, ações e moedas emergentes como o real.





