▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,89 (-0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~102,1 pontos (-0,3%)
O mercado de divisas repercute a divulgação do Relatório de Inflação do quarto trimestre pelo Banco Central, o qual indicou uma queda na probabilidade de o índice de preços do Brasil ficar acima do limite superior da meta estabelecida para 2023. De forma complementar, os agentes devem reagir à publicação da leitura final do PIB americano do 3º trimestre enquanto aguardam pelo resultado de novembro para o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE), que será divulgado amanhã (22).
Agenda do dia:
• Relatório de Inflação do quarto trimestre (Banco Central) – 08h00min.
• Pedidos semanais de auxílio desemprego nos EUA (DOL) – 10h30min.
• Produto Interno Bruto do 3º trimestre dos EUA (BEA) – 10h30min.
• Índice regional de atividade industrial do Fed de Philadelphia – 10h30min.
• Entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 11h00min.
• Fluxo cambial semanal (Banco Central) – 14h30min.
Relatório Trimestral de Inflação O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta quinta-feira, após o Banco Central divulgar o Relatório de Inflação do 4º trimestre indicando mudança das perspectivas da instituição. De acordo com o documento, a chance de a economia brasileira observar uma inflação acima do limite superior da meta estabelecida para 2023 — isto é, 4,75%, considerando a meta de 3,25% e a tolerância de até 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — foi de 67% no relatório de setembro para 17% neste. Já a estimativa do Banco Central para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2023 foi reduzida de 5% para 4,6%, com a autarquia prevendo a continuidade do processo desinflacionário na economia, de modo que a inflação acumulada de 12 meses chegue a 3,6% em março de 3,5% ao fim do próximo ano, sinalizando estabilização do nível de preços. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano, por sua vez, foi de 2,9% para 3,0%, ao passo que a previsão para 2024 teve redução de 0,1 ponto percentual, de 1,8% para 1,7%, devido à perspectiva de desaceleração do crescimento da produção agropecuária. Dessa forma, os investidores aguardam a entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do diretor de Política Econômica da autarquia, Diogo Guillen, a fim de buscar sinalizações de qual será a postura adotada pelo BC em relação à política monetária diante das projeções apresentadas no relatório.
Espera pelo PCE Adicionalmente, os investidores devem reagir à divulgação da leitura final do PIB do 3º trimestre dos Estados Unidos, para o qual se espera um crescimento de 5,2% na taxa anualizada, a maior desde o 4º trimestre de 2021. Ademais, os operadores acompanham também a publicação dos pedidos semanais de auxílio desemprego pelo Departamento do Trabalho dos EUA (DOL), para os quais a mediana das estimativas prevê 210 mil novos pedidos durante a última semana. No entanto, no exterior as maiores expectativas dos agentes são pela divulgação do indicador de inflação mais utilizado pelo Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (FOMC) em suas decisões de política monetária amanhã (22), o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE), para o qual se espera um recuo de 0,1% em novembro e avanço de 2,9% no comparativo anual, aumentando as apostas no início do ciclo de cortes do Fed em março.




