▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,92 (-0,7%)
▼ Dollar Index (DXY): ~103,2 pontos (-0,3%)
Em dia de poucos eventos, o mercado de divisas repercute o estímulo do Banco Central da China (PBoC) ao crédito no país, na tentativa de recuperar o dinamismo econômico em 2024, o que deve impulsionar ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes, como o real.
Agenda do dia:
• Prévia do Índice Gerente de Compras (PMI) da área do euro de janeiro – 06h00min.
• Prévia do Índice Gerente de Compras (PMI) dos EUA de janeiro – 11h45min.
• Decisão de política monetária do Banco Central do Canadá – 12h00min.
Estímulos ao crédito chinês O dólar negociado no mercado interbancário operava em forte baixa na manhã desta quarta-feira, em linha com o exterior positivo, após o banco central chinês anunciar um corte de 0,50 p.p. na taxa de depósitos compulsórios do país, o maior corte desse tipo desde dezembro de 2021 e acima das expectativas de analistas. Com isso, o compulsório no país caiu de 10,50% dos depósitos para 10,00%, liberando mais um trilhão de yuans em liquidez bancária, ou aproximadamente US$ 140 bilhões, que deve resultar em novos créditos, financiamentos e maior dinamismo econômico. O movimento resulta em um maior apetite global por riscos, impulsionando o desempenho de ativos como ações, commodities e moedas de países emergentes, como o real.
Alternativas aos juros O PBoC já havia cortado o compulsório em 0,25 p.p. em março e setembro do ano passado. Embora a meta oficial de crescimento ainda não tenha sido anunciada, a maior parte dos analistas acredita que será desafiador para a China repetir um crescimento econômico ao redor de 5% em 2024 por conta de diversos indícios de desaceleração da demanda interna. Por isso, há uma interpretação de que as autoridades econômicas devem realizar novas medidas de estímulo fiscal e monetário para impulsionar a atividade produtiva e a demanda doméstica. Ainda assim, é interessante observar que o Banco Central da China evita fazer uso de cortes na sua taxa básica de juros, possivelmente preocupado com os impactos negativos para o yuan que uma diminuição de seu diferencial de juros com outras economias provocaria.





