▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,95 (+0,7%)
▼ Dollar Index (DXY): ~103,0 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados de emprego para os Estados Unidos em janeiro, após surpresa com mês de dezembro mais forte que o esperado. Agora, os agentes buscam recalibrar suas apostas para a trajetória de juros do Federal Reserve em 2024.
Agenda do dia:
• Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo de janeiro (Fipe) – 05h00min.
• Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) de dezembro (IBGE) – 09h00min.
• Relatório de Situação de Emprego americano de janeiro (BLS) – 10h30min.
• Encomendas à indústria americana de dezembro (CB) – 12h00min.
• Índice de confiança do consumidor americano de janeiro (UMich) – 12h00min.
• Posição semanal dos agentes (CFTC) – 17h30min.
Payroll de janeiro O dólar negociado no mercado interbancário operava em alta na manhã desta sexta-feira, após a divulgação do Relatório de Situação de Emprego do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (DOL). O documento é publicado no contexto de movimentação dos investidores para calibrar suas posições em relação ao mercado futuro de juros após o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) decidir manter a taxa básica do Federal Reserve inalterada, com pronunciamento do presidente da autarquia, Jerome Powell, adotando um tom mais cauteloso e afirmando que o comitê ainda precisaria de mais garantias de que não há risco de aceleração das pressões inflacionárias e que o índice de preços caminha em direção à meta no horizonte. Dessa forma, os investidores voltam sua atenção para os dados de emprego no país a fim de acompanhar o ritmo da atividade econômica estadunidense e antecipar quando o afrouxamento monetário do Fed deve ser iniciado. A pesquisa indicou a abertura de 353 mil novas vagas, bem acima da mediana das estimativas, que apontava para a criação de 170 mil postos de trabalho, o que contraria uma interpretação de "pouso suave" antecipada por operadores e ressalta o entendimento de que o mercado de trabalho americano continua apertado. Isto, por sua vez, reforça a perspectiva de juros num patamar restritivo por mais tempo e fortalece a moeda americana frente a outras divisas.
Temores no setor imobiliário Adicionalmente, contribuía para um ambiente de negócios mais avesso ao risco no exterior o desempenho negativo de bancos regionais nos Estados Unidos após o New York Community Bancorp (NYCB) anunciar esta semana que registrou perdas em razão de empréstimos no setor imobiliário. Com maiores custos de empréstimos e menor demanda por imóveis comerciais, as instituições financeiras têm reportado maiores níveis de exposição, reacendendo temores relativos à estabilidade do setor no país. Assim, amplia-se o entendimento de maiores riscos, o que desfavorece o desempenho de ativos mais voláteis, como commodities, ações e moedas emergentes como o real.





