= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,96 (0,0%)
= Dollar Index (DXY): ~104,9 pontos (0,0%)
Em dia de agenda esvaziada no qual a B3 retoma as operações às 13h, mercado de divisas deve repercutir tardiamente a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos em janeiro, o qual apresentou um resultado mais forte que o esperado e adiou novamente as apostas dos agentes para o início do ciclo de cortes do Federal Reserve.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no 4° trimestre (Eurostat) – 7h00min.
Reação tardia ao CPI O mercado de divisas deve reagir hoje à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos para janeiro, o qual teve um avanço maior que o previsto. No mês, observou-se uma alta de 0,3% do CPI americano, ante aumento de 0,2% em dezembro, de modo que o indicador acumulou alta de 3,1% em 12 meses, desacelerando em relação aos 3,4% acumulados no mês anterior. Para o núcleo da inflação, que exclui os preços de alimentação e energia, foi registrado um aumento de 0,4% no comparativo mensal e de 3,9% na base anual, contra a previsão de 0,3% e 3,7% das medianas das estimativas, respectivamente. O resultado maior que o esperado dos preços dos Estados Unidos, tanto para o índice cheio quanto para o núcleo, sugere que a economia ainda se encontra aquecida, de modo que seria necessário manter os juros americanos em patamares restritivos por mais tempo. Após os indicadores para dezembro sinalizarem que ainda havia riscos inflacionários relacionados ao nível de atividade da economia estadunidense, os investidores recalibraram suas expectativas e adiaram suas apostas para o início do afrouxamento monetário do Federal Reserve, de modo que se passou a antecipar o primeiro corte da taxa básica da autarquia na reunião de 1 de maio, em vez de 20 março. No entanto, agora, depois de dados para o mês de janeiro sinalizarem que as pressões inflacionárias no país continuam altas, os agentes passaram a adiar novamente suas apostas, fazendo com que a probabilidade implícita de corte de 0,25 ponto percentual na reunião de maio fosse de 53,22% há uma semana, para 34,0% hoje, de acordo com dados do CME Group. Assim, a perspectiva de manutenção dos juros americanos em patamares historicamente altos acaba por tornar o investimento na renda fixa dos Estados Unidos mais atrativo, o que desfavorece o desempenho do real.





