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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio abre quarta em estabilidade, aguardando decisões de política monetária da “super quarta”

 
Leonel Oliveira Mattos
Vitor Andrioli

 

▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,68 (+0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 103,5 pontos (+0,2%)

O mercado de divisas deve refletir expectativa pelas decisões de juros dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos, com a maior parte das apostas indicando alta de 1p.p. nos juros domésticos e a manutenção do patamar dos juros americanos. Assim, o foco dos investidores recai em possíveis direcionamentos sobre os próximos passos dos comitês, com destaque às Projeções Econômicas Sumarizadas do Federal Reserve.

Agenda do dia (horário de Brasília):

•    Índice de preços ao consumidor (CPI) da área do Euro (Eurostat) – 06h00min.
•    Boletim Macrofiscal (Ministério da Fazenda) – 09h00min.
•    Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
•    Decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) nos EUA – 15h00min.
•    Entrevista coletiva do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 15h30min.
•    Decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil – 18h30min.
 

Decisão do FOMC A taxa de câmbio do real operava em leve alta nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,68 (10h00min). Há praticamente consenso que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) deve manter sua taxa básica de juros inalterada no intervalo entre 4,25% e 4,50% a.a. O Comitê deve ressaltar uma postura cautelosa e paciente em seu comunicado, em linha com comentários recentes do presidente do Fed, Jerome Powell, defendendo que a instituição não deve ter pressa para cortar juros enquanto permanecer um cenário de incerteza e volatilidade sobre as condições econômicas. De toda forma, o balanço de riscos enfrentado pelo Federal Reserve parece mais adverso do que o observado em janeiro, ou seja, tanto os riscos de uma inflação mais persistente como os riscos de uma desaceleração do mercado de trabalho parecem ter se elevado. Isto, por sua vez, aumenta a importância das Projeções Econômicas Sumarizadas, que acompanharão a decisão do FOMC desta semana e informa as estimativas do Comitê para crescimento, desemprego, inflação e juros entre 2025 e 2027, em particular do gráfico de dispersão de pontos (“dot plot”) para a taxa de juros, que mostra como os integrantes do FOMC antecipam a evolução dessa taxa. Embora a maior parte das apostas no mercado futuro antecipe três cortes de juros em 2025, é provável que o dot plot reduza sua mediana de dois cortes para apenas um este ano. Dessa forma, a decisão do FOMC pode diminuir as apostas de investidores para a queda dos juros americanos, o que tende a valorizar o dólar globalmente.

Decisão do Copom No Brasil, há também elevado consenso de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve elevar a taxa básica de juros (Selic) pela quinta vez consecutiva, de 13,25% a.a. para 14,25%, porém há dúvidas se o Comitê incluirá sinalização futura (“foward guidance”) em seu comunicado. Embora indicadores recentes tenham apresentado uma piora do quadro inflacionário brasileiro, o que mantém um pessimismo sobre as expectativas de inflação e tende a pressionar o Copom a adotar um ciclo mais rígido de altas da Selic, eles também apontaram para uma desaceleração da atividade econômica, o que pode estimular o Copom a ser mais cauteloso na condução da política monetária. A projeção mediana do Boletim Focus antecipa mais duas altas após a decisão desta semana, de 0,50 p.p. em maio e de 0,25 p.p. em junho. A possibilidade de desaceleração do ritmo de altas da Selic nos próximos meses, por sua vez, pode prejudicar a perspectiva de rentabilidade dos títulos denominados em reais e dificultar a atração de capitais estrangeiros, enfraquecendo o real.

Leilões de linha do BC  Entre 10h30 e 10h35, o BC conduzirá ainda dois leilões de linha, cada um com oferta de US$ 1 bilhão, caracterizados como operações de venda de dólares com compromisso de recompra. Em termos práticos, tais operações envolvem a oferta simultânea de dólares à vista e a recompra futura desse montante. Um dos contratos prevê recompra em 4 de agosto de 2025 e o outro em 3 de setembro de 2025. Adicionalmente, na quinta-feira (21), a autoridade monetária planeja outros dois leilões de linha, igualmente entre 10h30 e 10h35, com a oferta de US$ 1 bilhão em cada operação. Esse tipo de operação não influencia diretamente na cotação da taxa de câmbio, mas pode influenciar a dinâmica do mercado de cupom cambial.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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