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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio abre a terça em baixa, refletindo ata do Copom e dados econômicos americanos

 
Leonel Oliveira Mattos
Vitor Andrioli

 

▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,73 (-0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 104,0 pontos (-0,3%)

O mercado de divisas deve repercutir a divulgação da ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), buscando calibrar expectativas para a trajetória da taxa básica de juros (Selic), bem como a divulgação do Índice de Confiança do Consumidor americano de março, em meio a receios de uma desaceleração econômica no país.

Agenda do dia (horário de Brasília):

•    Ata da reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) – 08h00min.
•    Entrevista da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet – 08h00min.
•    Entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 09h00min.
•    Palestra da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Adriana Kugler – 09h40min.
•    Palestra do presidente do Federal Reserve de Nova Iorque, John Williams – 10h05min.
•    Índice de confiança do consumidor dos EUA de março (Conference Board) – 11h00min.
•    Índice do setor de manufatura do Federal Reserve de Richmond de março – 11h00min.
 

Ata do Copom A taxa de câmbio do real operava em baixa nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,73 (10h20min). Nesta manhã, os investidores analisam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que descreve os fatores que levaram à elevação da taxa básica de juros (Selic) de 13,25% ao ano para 14,25% ao ano. Como esse ajuste já era amplamente esperado pelo mercado, a atenção se volta principalmente para a inclusão no comunicado da decisão de uma provável nova elevação da Selic, ainda que em menor magnitude, na reunião de maio. No documento, o Copom reforça seu compromisso firme com a convergência da inflação à meta, em um contexto de “expectativas desancoradas, projeções elevadas de inflação e resiliência na atividade”. Nesse sentido, destaca que foi acertada a “indicação anterior de elevação de 1,00 ponto percentual na taxa Selic” e mantém a avaliação de que o ciclo de aperto monetário não se encerrou, apontando dessa vez apenas “a direção do próximo movimento”. O colegiado também menciona que, apesar de “sinais incipientes” de desaceleração econômica, o “mercado de trabalho permanece aquecido” e que essa desaceleração “integra o processo de transmissão da política monetária e é essencial para a convergência da inflação à meta”. Dessa forma, a postura firme do BC com relação ao seu objetivo de estabilidade de preços, minimizando possíveis efeitos adversos da desaceleração econômica, aumenta as expectativas de novos ajustes na taxa básica de juros ao longo de 2025, o que tende a fortalecer o real.

Confiança do consumidor americano No cenário externo, a principal divulgação desta terça-feira deve ser o índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos referente a março divulgado pela Conference Board. Com o indicador, investidores buscam avaliar a resiliência da demanda interna norte-americana em meio aos receios recentes de desaceleração econômica acima da desejada no país e temores de impactos negativos de tarifas de importação pelo novo governo. O consumo das famílias tem sido um pilar fundamental do crescimento nos EUA, respondendo por grande parte da resiliência da atividade econômica no país nos últimos anos. Nesse sentido, caso o indicador aponte menor otimismo do consumidor, podem surgir dúvidas sobre a solidez futura da economia do país. Nesse caso, o efeito mais provável seria o aumento da aversão global ao risco, o que, por sua vez, tende a pressionar negativamente ativos considerados mais arriscados, incluindo moedas de países emergentes, como o real.
 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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