Câmbio começa a sexta em alta, refletindo indicadores econômicos para EUA e Brasil
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,77 (+0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 104,5 pontos (+0,2%)
O mercado de divisas de divisas deve repercutir dados americanos de inflação e confiança do consumidor, em meio a um ambiente de preocupação com uma desaceleração de sua economia. Adicionalmente, investidores podem refletir a dados para o mercado de trabalho brasileiro.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de março (FGV) – 08h00min.
• Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de fevereiro (IBGE) – 09h00min.
• Índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA de fevereiro (BEA) – 09h30min.
• Índice de confiança do consumidor dos EUA de março (UMich) – 11h00min.
• Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de fevereiro (Ministério do Trabalho e Emprego) – 14h30min.
• Relatório Mensal da Dívida Pública Federal de fevereiro (STN) – 14h30min.
• Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 16h30min.
PCE nos EUA A taxa de câmbio do real operava em alta nas primeiras operações desta sexta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,77 (10h30min). Em dia de agenda cheia, o foco dos investidores deve recair sobre o consumo doméstico nos Estados Unidos, em meio a preocupações crescentes de que a economia americana possa estar passando por desaceleração acima da esperada. O primeiro indicador relevante nesse sentido é o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) de fevereiro, principal termômetro inflacionário acompanhado pelo Federal Reserve. Esse indicador registrou elevação de 0,3% em seu índice cheio e de 0,4% em seu núcleo, que exclui componentes voláteis como alimentação e energia. Ainda que os índices de preço tenham ficado próximos às estimativas medianas, o dado de gastos com consumo pessoal surpreendeu negativamente ao aumentar 0,4% no mês, abaixo da projeção mediana de 0,5%. Em contrapartida, o indicador de renda pessoal apresentou alta de 0,8%, superando a previsão de 0,4%. Esse comportamento, por sua vez, pode reforçar a intepretação por investidores de que, apesar de um aumento da renda pessoal, o consumidor norte-americano não vem demonstrando a resiliência esperada em seu ritmo de consumo.
Confiança do consumidor americano Ainda em relação ao mercado consumidor americano, adquire relevância também a divulgação do índice de confiança do consumidor de março, publicado pela Universidade de Michigan (UMich), que serve como importante termômetro do consumo futuro. Vale ressaltar que, em sua prévia divulgada no último dia 14, o indicador decepcionou investidores e elevou preocupações acerca do nível de confiança do consumidor. Nesse contexto, caso os novos dados reforcem a percepção de que a economia norte-americana está desacelerando em ritmo superior ao previsto, é provável que se observe maior cautela por parte dos investidores. Esse movimento tende a prejudicar o desempenho de ativos de maior risco, como ações, commodities e moedas de países emergentes, a exemplo do real.
Aumento do desemprego no Brasil No cenário doméstico, o principal dado econômico a ser divulgado no dia é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de fevereiro, que registrou elevação na taxa de desocupação para o trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2025, atingindo 6,8%. Esse resultado representa novo aumento em relação ao trimestre móvel encerrado em novembro, quando a taxa estava em 6,1%. Apesar de o índice permanecer abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (7,8%), a taxa cresceu nas últimas três divulgações mensais, o que acende um sinal de alerta para a resiliência do mercado de trabalho doméstico. Nesse sentido, ao reforçar a recente comunicação do Banco Central (BC), que tem apontado “sinais incipientes” de desaceleração econômica, o indicador pode sustentar a percepção de que a autoridade monetária possa adotar maior cautela em novos ajustes na taxa de juros. Essa postura tende a prejudicar o real, uma vez que reduz a atratividade dos investimentos em moeda brasileira.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



