Câmbio abre a sexta estável, refletindo conflito tarifário e inflação no Brasil
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,68 (-0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 99,6 pontos (+0,3%)
O mercado de divisas deve repercutir eventuais desdobramentos no conflito comercial entre Estados Unidos e China, diante da expectativa de sinais que apontem para uma possível distensão das tensões. Ao longo da semana, observou-se a adoção de um tom mais conciliador por parte das autoridades norte-americanas, enquanto notícias recentes indicam que o governo chinês avalia a possibilidade de isentar determinadas importações oriundas dos Estados Unidos. Paralelamente, investidores permanecem atentos à divulgação da prévia da inflação no Brasil e do índice de confiança do consumidor nos Estados Unidos.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA – 15) de abril (IBGE) – 09h00min.
• Índice de Confiança do Consumidor dos EUA de abril (UMich) – 11h00min.
Conflito comercial sino-americano O dólar era negociado em leve baixa frente ao real nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,68 (10h00min). O foco dos agentes econômicos permanece voltado ao cenário internacional, sobretudo às recentes sinalizações oriundas da China, que, segundo notícias, estaria avaliando a suspensão das tarifas de importação de até 125% atualmente aplicadas a determinados produtos norte-americanos. Adicionalmente, o governo chinês teria solicitado às empresas locais que identificassem bens essenciais cuja importação isenta de tributos seria considerada prioritária. Apesar da ausência de uma comunicação oficial por parte de Pequim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que negociações tarifárias estariam em curso, acrescentando que o presidente chinês, Xi Jinping, teria feito contato direto com ele. As autoridades chinesas, contudo, têm contestado a narrativa norte-americana acerca do estágio e da natureza dessas tratativas. Nos últimos dias, a possibilidade de um desdobramento mais favorável no impasse comercial sino-americano tem estimulado maior apetite por risco nos mercados globais. A percepção de que uma resolução negociada possa mitigar os efeitos negativos do conflito sobre o crescimento econômico global favorece o desempenho de ativos considerados mais arriscados, como ações, commodities e moedas de economias emergentes — entre elas, o real. Nesse contexto, a divulgação do índice de confiança do consumidor de abril, elaborado pela Universidade de Michigan, tende a exercer influência adicional sobre os mercados. Dado o peso do consumo das famílias no dinamismo da economia norte-americana, o indicador é amplamente utilizado como referência para aferir a resiliência da atividade econômica dos Estados Unidos diante das incertezas vigentes.
IPCA-15 avança 0,43% em abril No plano doméstico, o principal destaque da agenda econômica é a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) referente ao mês de abril. O indicador registrou alta de 0,43%, desacelerando frente à variação de 0,64% observada em março, mas superando o resultado de 0,21% apurado em abril de 2024. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses acelerou para 5,49%, situando-se novamente acima do limite superior da meta de inflação de 4,5% estipulada pelo Banco Central. Esse cenário contribui para o agravamento das expectativas inflacionárias e aumenta a probabilidade de novos ajustes na taxa Selic ao longo do ano. A elevação da taxa básica de juros, por sua vez, tende a ampliar a atratividade dos ativos de renda fixa domésticos, favorecendo a entrada de capital estrangeiro e fortalecendo a moeda brasileira no curto prazo.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





