Câmbio começa a terça estável, aguardando por dados americanos e monitorando tensões comerciais
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,65 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 99,1 pontos (+0,2%)
O mercado de câmbio deve repercutir a divulgação de indicadores econômicos para os Estados Unidos, bem como a reportagens que sugerem a possibilidade de medidas para suavizar o impacto das tarifas americanas sobre o segmento automotivo.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de abril (FGV) – 08h00min.
• Balança comercial de bens dos EUA de março (Census) – 09h30min.
• Pesquisa de abertura de vagas (JOLTS) dos EUA de março (BLS) – 11h00min.
• Índice de confiança do consumidor dos EUA de abril (Conference Board) – 11h00min.
• Resultado Primário do Governo Central de março (STN) – 14h30min.
Aguardando dados americanos A taxa de câmbio do real alternava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta terça-feira, quando era negociada ao redor de R$ 5,65 (10h00min), refletindo um compasso de espera de investidores pela divulgação de dados americanos e, principalmente, quais sinais eles podem apontar para impactos das medidas propostas pelo novo governo sobre o desempenho econômico do país. As estimativas para a Pesquisa de Abertura de Vagas e Turnovers (JOLTS) são de redução suave nas vagas em aberto em março, um mês que teve geração de empregos maior que o esperado, e podem detalhar se as expectativas pela aplicação de tarifas de importação em abril tiveram algum efeito sobre o mercado de trabalho do país. Adicionalmente, espera-se que o índice de confiança do consumidor americano medido pelo Conference Board aponte para um pessimismo mais elevado em abril, sugerindo que as famílias americanas podem reduzir seu consumo nos próximos meses ao evitar financiamentos e compras supérfluas. Por fim, a divulgação da balança comercial de março apontou para uma alta expressiva das importações, 5,0% maiores em relação a fevereiro, resultado de uma antecipação de compras internacionais por empresas americanas para compor estoques e evitar os possíveis custos adicionais das tarifas de importação previstas para abril.
Evolução das tensões comerciais Paralelamente, investidores seguem atentos a possíveis novidades relacionadas à condução da política comercial dos Estados Unidos, com destaque ao noticiado, na véspera, de que a equipe econômica do presidente Donald Trump estaria avaliando medidas para atenuar os efeitos adversos das tarifas sobre a indústria automobilística. Entre essas medidas, incluem-se alterações nas regras referentes a peças utilizadas em automóveis norte-americanos produzidos no exterior, bem como mudanças na aplicação cumulativa de tarifas sobre veículos fabricados fora do país. Além disso, as montadoras deixariam de ser responsáveis pelo pagamento de tarifas adicionais sobre alumínio e aço. Caso confirmadas, tais flexibilizações podem ser interpretadas pelos agentes de mercado como um novo sinal de que a Casa Branca estaria gradualmente adotando uma postura menos agressiva em relação ao protecionismo comercial que marca o início do mandato de Trump. Tal percepção foi reforçada ontem, ainda, por novas declarações do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que afirmou que os Estados Unidos estão em tratativas comerciais com cerca de 15 a 17 países, destacando a Índia como possível primeiro acordo a ser anunciado. Sobretudo, investidores aguardam por novas notícias acerca de progressos nas negociações com a China, após Bessent declarar que todas as instâncias do governo norte-americano estão em diálogo com Pequim, mas que cabe à China tomar a iniciativa de reduzir suas tarifas. Dessa forma, caso novas sinalizações de arrefecimento nas relações comerciais entre os Estados Unidos e seus parceiros se intensifiquem, espera-se que ativos considerados de maior risco, como ações, commodities e moedas de países emergentes, a exemplo do real, sejam beneficiados, refletindo maior apetite por risco nos mercados globais.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





