Câmbio abre a segunda em alta, refletindo amenização das tensões entre EUA e China
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,68 (+0,4%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 101,5 pontos (+1,1%)
O mercado de moedas deve repercutir a valorização global do dólar após Estados Unidos e China anunciarem uma redução substancial das tarifas de importação cobradas por ambos por 90 dias, reduzindo temores de uma recessão global.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 08h30min.
• Palestra da membra do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Adriana Kugler – 11h25min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
Trégua temporária entre EUA e China A taxa de câmbio do real apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,68 (09h50min), refletindo o forte avanço global do dólar frente a outras moedas. Esse movimento é impulsionado pelo anúncio de que Estados Unidos e China reduzirão por 90 dias as alíquotas de importação reciprocamente, passando de 145% para 30% no caso americano e de 125% para 10% no caso chinês. Após mais de um mês de tensões comerciais extremamente elevadas, resultado do “choque tarifário” iniciado pelos EUA em 02 de abril, investidores se surpreenderam com a magnitude da amenização desse conflito, reduzindo as preocupações de investidores quanto aos prejuízos esperados para as economias dos dois países e que, por sua vez, favorece o desempenho do dólar e prejudica o desempenho do real.
Fim do ciclo de altas para a Selic Por fim, vale mencionar que o boletim Focus desta segunda-feira mostra que a maior parte das instituições financeiras acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central não voltará a aumentar a taxa básica de juros (Selic) este ano após sua elevação em 0,50 p.p. da semana passada. Apesar do Copom tenha deixado em aberto como irá proceder em sua decisão de junho, sem oferecer uma orientação futura explícita (forward guidance), a mediana das instituições acredita que os juros permanecerão estáveis em 14,75% a.a. até o fim do ano. Ao reduzir as projeções para a taxa Selic, o boletim Focus pode reforçar uma perspectiva de que os diferenciais de juros brasileiros não se elevarão como antecipado anteriormente, o que pode prejudicar a atração de recursos externos e enfraquecer o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





