Câmbio abre a quinta em baixa, aguardando dados americanos e falas de Powell e refletindo possibilidade de acordo entre EUA e Irã
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,62 (-0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 100,6 pontos (-0,4%)
Em dia de agenda carregada, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados para a economia americana em abril, falas do presidente do Federal Reserve e comentários do presidente dos Estados Unidos sobre avanços nas negociações com o Irã para um acordo nuclear.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de março no Brasil (IBGE) – 09h00min.
• Vendas do varejo americano de abril (Census Bureau) – 09h30min.
• Índice de Preços ao Produtor (PPI) americano de abril (BLS) – 09h30min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego dos EUA (DOL) – 09h30min.
• Índice de atividade manufatureira do Federal Reserve de Nova Iorque de maio – 09h30min.
• Índice de atividade manufatureira do Federal Reserve de Filadélfia de maio – 09h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 09h40min.
• Produção industrial americana de abril (Federal Reserve) – 10h15min.
• Palestra do membro de Conselho de Governadores do Federal Reserve, Michael Barr – 15h05min.
Dados suaves nos EUA A taxa de câmbio do real apresentava tendência de baixa nas primeiras operações desta quinta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,62 (10h15min), em um dia de vários eventos importantes na agenda. A divulgação inicial de dados para a economia americana desta manhã manteve um cenário de dúvidas sobre as condições econômicas do país e qual será sua evolução nos próximos meses. Primeiramente, os pedidos semanais de auxílio-desemprego permanecem estáveis, mantendo-se em 229 mil pedidos nesta semana, tal como na semana anterior, sem sugerir que o mercado de trabalho possa estar se enfraquecendo ou que as empresas estejam demitindo mais pessoas. Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI) e as vendas do varejo nos Estados Unidos tiveram seus números revisados para cima referentes ao mês de março, mas mostraram fraqueza em abril. Em tese, o PPI mostra que o “choque tarifário” aplicado pela Casa Branca em abril ainda não se refletiu nos preços cobrados pelos produtores americanos, o que sugere que a inflação ao consumidor não será pressionada no curto prazo. Por outro lado, a desaceleração expressiva das vendas do varejo em abril sugere um comportamento cauteloso do consumidor americano, que evitou ampliar seu nível de gastos possivelmente para se preparar para a possibilidade de uma piora das condições econômicas futuras. Isto, por sua vez, pode aumentar as preocupações de investidores quanto a uma desaceleração da economia americana este ano, o que resulta em maior aversão global a riscos e tende a prejudicar o desempenho do real.
Negociações entre EUA e Irã Adicionalmente, investidores avaliam novas falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizadas nesta manhã, em que revelou que o país está “muito perto” de garantir um acordo nuclear com o Irã e que isso deve gerar uma "uma paz de longo prazo" entre os dois países. A sinalização representa um avanço diplomático importante na relação entre Washington e Teerã, em meio a um histórico extenso de tensões, marcado por décadas de desconfiança mútua, sanções econômicas e disputas em torno do programa nuclear iraniano. Dessa forma, a possibilidade de avanço nas conversas tende a diminuir as tensões geopolíticas globais e o sentimento de risco entre investidores, o que pode impulsionar ativos arriscados, como ações e moedas de países emergentes, como o real. Por outro lado, essa redução de tensões tende a pressionar negativamente os contratos futuros de petróleo, o que pode prejudicar moedas de países exportadores do óleo bruto, como o Brasil.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




