Câmbio abre a segunda em leve alta, refletindo rebaixamento da nota de créditos dos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,68 (+0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 100,2 pontos (-0,7%)
O mercado de divisas deve repercutir o rebaixamento da nota soberana de crédito dos Estados Unidos pela agência de classificação de riscos Moody’s, enquanto monitora falas de autoridades econômicas brasileiras e americanas e casos de gripe aviária em granjas comerciais no Brasil.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de março (BC) – 09h00min.
• Palestra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 09h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic – 09h30min.
• Palestra do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson – 09h45min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Nova Iorque, John Williams – 09h45min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo – 10h00min.
• Monitor do PIB de março (FGV) – 10h15min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan – 14h15min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 14h30min.
Preocupações fiscais nos EUA A taxa de câmbio do real apresentava tendência de leve alta nas primeiras operações destas segunda-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,68 (10h20min). No final da tarde de sexta-feira, a agência de classificação de riscos Moody’s rebaixou a nota soberana de crédito dos Estados Unidos de Aaa para Aa1. Com a decisão, os EUA perderam a nota máxima de investimento, o “triplo A”, nas três principais agências de classificação de riscos, a Moody’s, a Fitch (em agosto de 2023) e a S&P (em agosto de 2011). Em nota, a Moody’s demonstrou preocupação com o aumento da dívida pública americana, alertando para o custo de financiamento dessa dívida e para um desequilíbrio fiscal crescente, projetando um déficit de quase 9% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035, ante estimativa anterior de 6,4%, em 2024. Após esse rebaixamento, a preocupação de investidores com a sustentabilidade da trajetória do endividamento americano se exacerbou e levou a uma fuga dos títulos de dívida do país, pressionando suas taxas de rendimento e enfraquecendo o dólar de maneira ampla e significativa.
Real na contramão Embora o dólar esteja se desvalorizando de maneira generalizada, o real apresenta o pior desempenho perante a moeda americana nesta manhã. Embora seja impossível especificar com segurança o motivo desse mau desempenho, é provável que a identificação de casos de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul na última sexta-feira (16) esteja prejudicando a moeda brasileira. Após esse registro, diversas economias proibiram a importação de carne de frango vindas do Brasil, o que é de praxe em casos de preocupação fitossanitárias, como Chile, Argentina, México, Coreia do Sul e União Europeia. Mesmo o melhor cenário – um caso pontual que não se alastre – já significa uma pausa das exportações por algumas semanas, e ainda não se pode excluir a possibilidade de mais granjas apresentarem a doença e levar a um embargo de exportação por um tempo mais longo. Por isso, é possível que a previsão de receitas mais baixas de exportação possa estar contribuindo para o enfraquecimento do real nesta manhã.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





