Câmbio deve refletir incertezas em relação às tarifas americanas
Cotações (10h00min):
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▲ Dollar Index (DXY): ~ 97,4 pontos (+0,4%)
Em dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas deve repercutir a falta de clareza em relação à política comercial americana, após a Casa Branca anunciar que deve definir unilateralmente novas tarifas de importação para seus parceiros comerciais com efeito a partir de 01 de agosto.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 16h30min.
Incertezas em relação às tarifas de importação se ampliam com o fim do prazo da “trégua”
As incertezas em relação à política comercial americana voltam a aumentar com a aproximação da data final para a redução temporária de 90 dias das tarifas de importação americanas a 10%, em 09 de julho.
Por que isso é importante: A falta de clareza nas diretrizes das tarifas de importação dos EUA pode aumentar a percepção de risco entre os investidores e favorecer a saída de capitais do país, contribuindo para uma desvalorização global do dólar.
- Ao mesmo tempo, a imprevisibilidade e a inconsistência da condução das políticas econômicas americanas podem aumentar a aversão global a riscos, o que tende a prejudicar o desempenho de moedas de economias emergentes, como o real.
Panorama: Com o encerramento do prazo para a redução temporária das tarifas, o presidente do país, Donald Trump, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmam que vão notificar unilateralmente todas as nações sobre suas novas alíquotas antes de 09 de julho.
- Segundo Trump, essas alíquotas entrarão em vigor em 01 de agosto e podem variar entre 10% e 70%.
- Já Bessent afirmou que “mais ou menos” 100 países terão alíquotas de 10%.
- Neste fim de semana, Trump também ameaçou impor uma tarifa adicional de 10% a países alinhados às “políticas antiamericanas do BRICS”.
Contexto: A Casa Branca provocou uma onda de pessimismo e aversão ao risco com a aplicação de um “choque tarifário” em 02 de abril, supostamente para fins de “reciprocidade”.
- Uma semana depois, em 09 de abril, o governo dos EUA recuou, reduzindo temporariamente quase todas as tarifas de importação a 10% por 90 dias, prazo que se encerra nesta quarta (09).
- As exceções ficam por conta da China, cuja alíquota permanecerá reduzida a 30% até 12 de agosto, e dos produtos da cadeia do aço e do alumínio, cuja alíquota foi elevada a 50% em 03 de junho.
Ritmo lento: À época, Trump prometeu “90 acordos comerciais em 90 dias”.
- Porém, somente dois entendimentos mais formais foram alcançados: com o Reino Unido e com o Vietnã, além de um “consenso” com a China para manter o comércio bilateral durante a trégua de 90 dias.
- Apenas o entendimento com o Reino Unido teve seus termos publicados.
- O avanço escasso em acordos comerciais era amplamente antecipado, visto que estes habitualmente demoram anos para serem formalizados por abrangerem uma enorme diversidade de produtos e muitos pontos de interesse para as nações.
E agora? Na prática, as autoridades econômicas dos EUA estão sinalizando que as tarifas reduzidas vão ser estendidas até o final de julho.
- Porém a incerteza e a imprevisibilidade da política comercial americana voltam a se ampliar enquanto não são divulgadas as novas tarifas unilaterais.
- Vale notar que o “choque tarifário” de 02 de abril já definiu unilateralmente tarifas para quase todos os parceiros comerciais americanos, e não está claro porque algumas dessas alíquotas possam ser diferentes a partir de 01 de agosto.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





