Câmbio deve refletir condução da política fiscal no Brasil
Cotações (10h20min):
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,56 (0,0%)
= Dollar Index (DXY): ~ 97,8 pontos (0,0%)
Em dia de agenda vazia, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados para as contas públicas no Brasil, buscando avaliar a condução da política fiscal do governo. No exterior, o foco dos agentes deve recair sobre falas de membros do Federal Reserve.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Palestra do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 09h30min.
• Palestra da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Michelle Bowman – 14h00min.
• Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas (STN) – sem horário.
Investidores monitoram divulgação de dados fiscais no Brasil
Nesta terça-feira, o foco dos investidores deve recair sobre a divulgação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas referente ao terceiro bimestre de 2025, que deve revelar diminuições no contingenciamento do orçamento federal.
Por que isso é importante: A possibilidade de redução no volume contingenciado pode impactar diretamente a percepção dos investidores quanto ao comprometimento do governo federal com o cumprimento da meta fiscal estabelecida para o ano pelo arcabouço fiscal.
- Sinais de dificuldades no equilíbrio das contas públicas podem aumentar a cautela dos investidores em relação à sustentabilidade fiscal, gerando pressão sobre o câmbio e os ativos domésticos.
Panorama geral: No primeiro relatório de 2025, divulgado em maio, o governo anunciou um bloqueio de R$ 10,6 bilhões e um contingenciamento adicional de R$ 20,7 bilhões, totalizando uma restrição orçamentária de R$ 31,3 bilhões.
O que esperar?: O governo deve anunciar uma redução do contingenciamento orçamentário, com analistas estimando que deve ficar em torno de R$ 6 bilhões.
- Essa flexibilização seria viabilizada por uma expectativa de melhora na arrecadação líquida federal, impulsionada por medidas recentes como o aumento do IOF, aprovado na última semana após julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), e potenciais ingressos associados à concessão de campos petrolíferos.
Em resumo: Caso a redução do contingenciamento se confirme em patamar inferior ao esperado, o anúncio poderá reforçar a percepção de comprometimento com a responsabilidade fiscal, contribuindo para a contenção dos prêmios de risco e favorecendo o desempenho do real.
- Por outro lado, uma flexibilização mais agressiva pode acentuar as incertezas no campo fiscal, elevando a aversão ao risco e pressionando os ativos brasileiros.
No exterior, o foco recai sobre declarações de dirigentes do Federal Reserve
Diante da ausência de eventos relevantes na agenda internacional e da relativa inatividade comercial por parte da Casa Branca nos últimos dias, os investidores observam falas de membros do Federal Reserve (Fed).
Por que isso é importante: As falas podem ser observadas especialmente em busca de sinais sobre o posicionamento da autoridade monetária diante dos ataques recentes à sua credibilidade por parte do presidente Donald Trump e aliados.
- Caso os dirigentes reforcem o compromisso com o mandato de contenção da inflação, sem indicar recuo frente às críticas, devem ampliar a leitura de que os juros permanecerão elevados por mais tempo, favorecendo o desempenho global do dólar.
Panorama geral: A expectativa é de que as falas não abordem diretamente a condução da política monetária, tendo em vista o período de silêncio adotado pelo Fed na semana que antecede as reuniões de deliberação de juros.
- Ainda assim, os dirigentes podem ser questionados sobre as recentes investidas de Trump contra a instituição, incluindo críticas à manutenção de juros altos e ataques à gestão de gastos com a reforma do edifício-sede do Fed em Washington, apontados como pretexto para tentar destituir o atual presidente da instituição, Jerome Powell.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




