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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

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Câmbio deve refletir inflação no Brasil e nos EUA

Cotações (10h20min):
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,41 (-0,6%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 98,4 pontos (-0,1%)

O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados inflacionários para o Brasil e para os EUA, com investidores buscando calibrar expectativas para a trajetória da taxa de juros em ambos os países. 

Agenda do dia (horário de Brasília):

•    Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho (IBGE) – 09h00min.
•    Índice de preços ao consumidor (CPI) de julho (BLS) – 09h30min.
•    Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 11h00min.
•    Palestra do Federal Reserve de Kansas City, Jeffrey Schmid – 11h30min.
•    Relatório mensal do orçamento federal americano de junho (Departamento do Tesouro dos EUA) – 15h00min.
 

Inflação nos EUA avança em linha com as estimativas

Medidas de inflação para os Estados Unidos (12 meses)

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Fonte: U.S. Bureau of Economic Analysis (BEA), U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS), Federal Reserve Bank of St. Louis. Elaboração: StoneX.

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos de julho apresentou variação em linha com as estimativas medianas do mercado, tanto em sua leitura cheia quanto em seu núcleo.

  • A ausência de surpresas contraria os temores de que as tarifas de importação implementadas pelo governo americano desde abril pudessem exercer pressão acima do esperado sobre os preços ao consumidor.

Por que isso é relevante: A relativa moderação dos dados de inflação reforça a percepção de que o nível de preços segue em trajetória de estabilização, e que, portanto, o Federal Reserve poderia cortar juros ainda este ano.

  • Esse cenário tende a reduzir as expectativas de rendimento dos títulos públicos americanos, pressionando o dólar em âmbito global e favorecendo especialmente moedas de países com diferencial de juros mais elevado, como o real.

Em detalhes: O índice cheio do CPI desacelerou de 0,3% em junho para 0,2% em julho, em linha com as projeções medianas, elevando a taxa acumulada em 12 meses de 2,7% para 2,8%.

  • O núcleo da inflação, que exclui os componentes mais voláteis, como alimentação e energia, acelerou de 0,2% para 0,3% no mês, com a taxa anual passando de 2,9% para 3,1%.

Panorama geral: Os dados divulgados seguem indicando efeitos limitados das tarifas de importação sobre os preços ao consumidor, contrariando a maior parte das expectativas iniciais.

  • Alguns segmentos mais expostos ao comércio internacional, como calçados e mobiliários, apresentaram aceleração nos preços.
  • Outros, como eletroeletrônicos e vestuário apresentaram alta discreta ou até mesmo recuo no mês.
  • Na semana anterior, a divulgação do Relatório de Situação de Emprego (Payroll) abaixo do esperado havia elevado os temores de que os impactos das tarifas se refletissem de forma mais intensa nos próximos indicadores de inflação, atividade e mercado de trabalho.
  • Em paralelo, os dados mais recentes do governo americano apontam para uma aceleração nas receitas alfandegárias, indicando que os custos de importação já estão sendo impactados pelas novas tarifas.
  • A aparente contradição entre o rápido crescimento das receitas alfandegárias e dos impactos modestos sobre a inflação ainda intriga analistas.

Inflação no Brasil avança abaixo do esperado

IPCA acumulado em 12 meses segundo agrupamentos selecionados (%)

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Fonte: Banco Central do Brasil. Elaboração: StoneX.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,26% em julho, abaixo da mediana das projeções de mercado, que apontava para um avanço de 0,34%.

  • Apesar da maior moderação, a inflação acumulada em 12 meses permanece acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central (BC), ao atingir 5,23%, frente ao teto de 4,5%.

Por que isso é relevante: A persistência da inflação em patamar superior à meta reforça a expectativa de que o Banco Central deve manter a taxa básica de juros (Selic) em níveis elevados por um período prolongado, diante da permanência de riscos inflacionários relevantes.

  • Esse cenário tende a elevar as expectativas de retorno dos títulos públicos, favorecendo a atratividade dos ativos brasileiros no mercado internacional.

Em detalhes: O índice cheio avançou 0,26% na leitura mensal, acelerando em relação aos 0,24% registrados em junho.

  • O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentação e energia, subiu 0,40%, após alta de 0,30% no mês anterior.
  • O item de maior impacto individual foi a energia elétrica residencial, com alta de 3,04%, contribuindo com 0,12 ponto percentual para o índice geral.
  • Em contrapartida, o grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,27%, a segunda retração consecutiva após nove meses de alta, com impacto negativo de 0,06 p.p. sobre o resultado agregado.

Panorama geral: Conforme destacado na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central segue avaliando os “impactos acumulados do ajuste monetário já realizado, ainda por serem observados, (...) [e se são] suficiente[s] para assegurar a convergência da inflação à meta”.

  • Nesse contexto, a leitura do IPCA reforça a provável condução mais cautelosa da política monetária, que deve seguir sializando que a Selic deverá permanecer em patamar elevado por um “período bastante prolongado”, conforme reforçado pelo Copom em sua última comunicação oficial.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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