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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

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Em dia de agenda vazia, dólar deve refletir expectativa por juros americanos e tensões entre EUA e Brasil

Cotações (10h00min):
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,46 (+0,5%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 98,0 pontos (-0,1%)

O mercado de divisas deve repercutir palestra de dirigente do Federal Reserve em meio a expectativas de cortes de juros pela instituição. Adicionalmente, investidores monitoram os desenvolvimentos nas tensões comerciais e diplomáticas entre Estados Unidos e Brasil.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Palestra do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin – 13h00min.
  • Palestra da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Michelle Bowman – 15h10min.

Investidores repercutem expectativa por cortes de juros pelo Federal Reserve

Em um dia de agenda econômica esvaziada, o foco dos investidores volta-se novamente para as apostas em torno da condução da política monetária do Federal Reserve (Fed).

  • O principal evento da sessão é a palestra da integrante do Conselho de Governadores do Fed, Michelle Bowman.
  • Na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), realizada em julho, Bowman divergiu da maioria dos membros e votou a favor de iniciar, já naquela ocasião, o ciclo de cortes na taxa básica de juros.

Por que isso é importante: Caso Bowman reforce a percepção de que o comitê está inclinado a iniciar o ciclo de cortes já na próxima reunião, suas declarações podem reduzir as expectativas de rentabilidade dos títulos do Tesouro americano.

  • Esse movimento, por sua vez, tende a enfraquecer o dólar em âmbito global, podendo beneficiar especialmente moedas de países com juros mais elevados, como o real brasileiro.

Panorama geral: Na reunião de 30 de julho, os governadores Michelle Bowman e Christopher Waller divergiram da decisão majoritária do FOMC, que, por 9 votos a 2, manteve a taxa básica de juros na faixa de 4,25% a 4,50%. Ambos defenderam um corte de 25 pontos-base.

  • Foi a primeira vez em mais de 30 anos que dois governadores do Fed apresentaram dissenso em uma decisão sobre juros, a última ocorrência havia sido em 1993.
  • Em nota divulgada após a decisão, Bowman justificou seu voto afirmando: “Com o crescimento econômico desacelerando este ano e sinais de um mercado de trabalho menos dinâmico, considerei apropriado começar a mover gradualmente nossa postura moderadamente restritiva em direção a um nível neutro. Na minha visão, essa ação teria atuado de forma preventiva contra um enfraquecimento adicional da economia e o risco de danos ao mercado de trabalho.”

 

Postura mais firme do governo diante das tarifas dos EUA

No cenário doméstico, o mercado de divisas deve repercutir a resposta mais firme do governo federal à imposição das tarifas de importação norte-americanas sobre produtos brasileiros.

  • Ontem, o governo protocolou sua manifestação à investigação conduzida pelo Representante de Comércio dos EUA (USTR), defendendo a improcedência das acusações.

Por que isso é importante: A postura mais dura pode intensificar receios de uma escalada nas tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

  • Tal cenário, por sua vez, poderia afetar negativamente as exportações brasileiras e reduzir o ingresso de divisas, com potencial desvalorização do real.

Panorama geral: A investigação em questão foi anunciada por Washington em 15 de julho, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O governo norte-americano apontou seis áreas em que políticas brasileiras seriam “injustificáveis ou discriminatórias” e restringiriam o comércio americano.

  • Na resposta, o Brasil sustenta que suas políticas são transparentes, não discriminatórias e alinhadas às melhores práticas internacionais, bem como às obrigações assumidas na OMC.
  • Ontem, adicionalmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que leis e ordens judiciais estrangeiras não têm aplicação automática no país, não vinculam empresas brasileiras nem afetam bens localizados em território nacional.
  • Com isso, instituições financeiras no Brasil não serão obrigadas a congelar ativos, encerrar contas ou cancelar cartões de crédito de Moraes, embora tais sanções possam ser aplicadas no exterior.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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