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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

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Dólar deve refletir disputa no Fed e falas de autoridades econômicas

Cotações (10h00min):
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,44 (+0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 98,6 pontos (+0,4%)

Em dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas deve repercutir falas de Haddad e Galípolo, bem como refletir o clima de tensão institucional intensificado pelos recentes atritos entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Federal Reserve.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Estatísticas monetária e de crédito de julho (BC) – 08h30min.
  • Palestra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 11h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve (Fed) de Richmond, Tom Barkin – 13h45min.
  • Palestra do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo – 14h00min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho – 14h30min.

 

Intervenção da Casa Branca no Federal Reserve

Na última segunda-feira (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a demissão da integrante do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Lisa Cook, sob alegações de “conduta enganosa e potencialmente criminosa” relacionadas a hipotecas contratadas em 2021.

  • Em resposta, o advogado de Cook afirmou ontem que ingressará com uma ação judicial para impedir a medida, abrindo caminho para uma possível disputa legal prolongada sobre a tentativa da Casa Branca de influenciar a condução da política monetária norte-americana.

Por que isso importa: A possibilidade de intervenção direta do governo Trump na política monetária dos EUA, no curto prazo, reforça as apostas de um ciclo de corte de juros mais rápido pela autoridade monetária. No entanto, como reflexo, no horizonte mais longo, o mercado passa a precificar um prêmio de risco maior, refletindo preocupações com a independência do banco central e com potenciais pressões inflacionárias adicionais.

  • Como impacto imediato, observa-se alta nos contratos de juros de vencimento mais longo, elevando os rendimentos dos Treasuries de longo prazo e fortalecendo o dólar no mercado internacional.

Panorama geral Trump tem criticado de forma recorrente o Federal Reserve e seu presidente, Jerome Powell, insatisfeito com as últimas decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) de manter as taxas de juros inalteradas.

  • A decisão de demitir Cook é sem precedentes na história de 111 anos do Conselho de Governadores do Federal Reserve, tradicionalmente independente.
  • Analistas veem o movimento como mais um passo da Casa Branca na direção de intervir na política monetária, rompendo com a prática histórica de separação entre governo e banco central.
  • Na prática, os recentes sinais de Trump têm, temporariamente, assumido o papel de “forward guidance” do Fed, indicando ao mercado que cortes de juros estão por vir, percepção refletida no acentuamento da inclinação da curva de juros.

Falas de autoridades econômicas

Investidores acompanham as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

  • Nas falas das autoridades, devem ser buscadas pistas sobre a condução da política monetária, a avaliação do cenário de atividade econômica e os possíveis impactos das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos sobre a economia brasileira.

Panorama geral: A atenção maior tende a recair sobre a fala de Haddad, que pode detalhar sua leitura sobre os impactos das tensões comerciais com os EUA, após algumas semanas da implementação das novas tarifas de importação norte-americanas e seus efeitos esperados sobre os setores mais atingidos.

  • Também pode comentar a implementação, hoje, das novas tarifas de importação americanas à Índia, país que, assim como o Brasil, integra o BRICS e mantém importações de diesel russo.
  • A similitude de posicionamento geopolítico entre Brasil e Índia eleva o risco de tensões adicionais, caso Washington amplie sua postura mais restritiva.
  • No caso de Galípolo, os investidores devem observar sinais sobre a condução da política monetária, especialmente o quadro de riscos monitorado pela autoridade e sinais sobre os próximos passos do órgão.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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