O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

Banner Currencies

Dólar deve refletir dados de inflação no Brasil e nos EUA

Cotações (09h10min):

Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,43 (-0,1%)

= Dollar Index (DXY): ~ 97,7 pontos (0,0%)

O mercado de divisas deve repercutir as divulgações dos indicadores de inflação ao consumidor no Brasil e ao produtor nos Estados Unidos, com investidores buscando calibrar suas apostas para a trajetória futura da política monetária em ambos os países. 

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto (IBGE) – 09h00min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA de agosto (BLS) – 09h30min.

Inflação ao consumidor no Brasil recua

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou deflação de 0,11% em agosto, após alta de 0,33% em julho.

  • Esta foi a primeira variação negativa do indicador desde agosto de 2024.
  • Apesar da desaceleração do índice cheio, o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentação e energia, permaneceu resiliente, avançando 0,34% em agosto, frente ao avanço de 0,40% em julho.

Por que isso é importante: A moderação do índice cheio, por um lado, contribui para reduzir o acumulado em 12 meses e poderia reforçar a percepção de convergência da inflação à meta do Banco Central.

  • Por outro lado, a nova alta do núcleo de preços sugere que o recuo é pontual e tende a reforçar a expectativa de que a taxa básica de juros (Selic) se manterá estável no segundo semestre, favorecendo o rendimento de títulos brasileiros e contribuindo para um fortalecimento do real.

Em detalhes A deflação no índice cheio foi influenciada principalmente pelo recuo da energia elétrica residencial (-4,21%), o item de maior impacto negativo no IPCA.

  • Também contribuiu para esse resultado a queda dos preços do grupo de Alimentação e Bebidas (-0,46%) e de Transportes (-0,27%).
  • Como o núcleo exclui justamente esses componentes por serem mais voláteis, sua variação se manteve mais resistente no mês.

Panorama geral: Embora a deflação de agosto reduza o acumulado em 12 meses e alivie os temores inflacionários, isoladamente, o dado não deve alterar de forma significativa as apostas em torno da política monetária.

  • Para uma reprecificação mais ampla das expectativas de corte da Selic ainda no segundo semestre, serão necessários sinais mais consistentes de estabilização da inflação, especialmente nos núcleos.
  • Na ata da última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) reiterou que segue avaliando os “impactos acumulados do ajuste monetário já realizado, ainda por serem observados, (...) [e se são] suficientes para assegurar a convergência da inflação à meta”.
  • Nesse sentido, a leitura predominante entre investidores é de que o Banco Central deve manter cautela, acompanhando os próximos dados de inflação e atividade antes de qualquer flexibilização.

 

Inflação ao produtor nos EUA

No exterior, o destaque da agenda econômica recai sobre a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos referente ao mês de agosto

  • O indicador, que será publicado às 9h30 (horário de Brasília), é amplamente utilizado como sinalizador antecipado das tendências inflacionárias, ao refletir a variação nos preços pagos pelas empresas na aquisição de bens e serviços.

Por que isso é importante: A possibilidade de uma leitura mais moderada para o PPI pode fortalecer a expectativa de que o Federal Reserve inicie seu ciclo de cortes na taxa básica de juros na reunião de setembro. Esse cenário tende a reduzir os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, pressionando o desempenho global do dólar e favorecendo moedas emergentes, como o real brasileiro.

Expectativa: A mediana das projeções aponta para um avanço de 0,3% no índice cheio, após alta acima do esperado de 0,9% em julho. Com esse resultado, o acumulado em 12 meses ficaria em 3,3%, ainda acima da meta de inflação de 2% ao ano estabelecida pelo Federal Reserve.

Panorama geral: O PPI possui relevância destacada por ser, teoricamente, um dos primeiros indicadores de pressão inflacionária, ao refletir os custos enfrentados pelo setor produtivo, que podem ser repassados ao consumidor final.

  • Até o momento, ao contrário do previsto por analistas, as tarifas de importação impostas pela Casa Branca não resultaram em aumento generalizado de preços dos setores mais expostos ao comércio internacional, em particular os bens industriais.
  • Porém, há quase consenso de que os efeitos das tarifas sobre a inflação devem aumentar nos próximos meses, embora exista um debate sobre a magnitude e a duração desses impactos.
  • A confirmação de mais uma leitura moderada para o PPI pode levantar hipóteses distintas: por um lado, pode indicar uma superestimação inicial dos efeitos inflacionários das tarifas; por outro, pode sugerir que os efeitos das tarifas ainda estão por vir.
  • Nesta manhã, operadores de juros futuros atribuíam 99,9% de probabilidade a um corte de 0,25 ponto percentual na reunião do Fed de 17 de setembro, segundo estimativas da ferramenta FedWatch do CME Group.

Intervenções da Casa Branca no Fed: Vale mencionar, adicionalmente, que a justiça americana decidiu bloquear nessa terça-feira a demissão da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Lisa Cook.

  • O presidente americano, Donald Trump, havia tentado removê-la baseado em alegações de que Cook havia cometido fraudes hipotecárias, iniciando uma inédita disputa judicial que elevou temores com a independência do Federal Reserve.
  • A decisão, pelo menos por ora, tende a aliviar preocupações de investidores quanto a uma interferência política nas decisões de juros do Fed.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 119110

Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.