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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Dólar deve refletir IPCA-15, Relatório de Política Monetária do Banco Central e PIB americano

Cotações (09h15min):
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,32 (-0,3%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 97,9 pontos (+0,1%)

Em dia de agenda cheia, o mercado de divisas deve repercutir as divulgações de dados econômicos e falas de autoridades do Brasil e dos Estados Unidos, com investidores buscando calibrar as apostas para a trajetória dos juros em ambos os países. 

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Relatório de Política Monetária do 3º trimestre (BC) – 08h00min.
  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de setembro (IBGE) – 09h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee – 09h20min.
  • Pedidos semanais de auxílio-desemprego dos EUA (DOL) – 09h30min.
  • Leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) americano do 2º trimestre (BEA) – 09h30min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Nova Iorque, John Williams – 10h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeffrey Schmid – 10h00min.
  • Palestra da vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman – 11h00min.
  • Coletiva de imprensa do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do diretor de Política Econômica da instituição, Diogo Guillen – 11h00min.
  • Palestra da presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan – 14h40min.
  • Palestra da presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly – 16h30min.

Relatório trimestral do BC, IPCA-15 e falas de Galípolo

No Brasil, investidores repercutem a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de setembro, que se acelerou em relação ao mês anterior.

  • Além disso, a atenção se volta à publicação do Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre de 2025, que reúne uma série de dados e análises relevantes sobre o cenário econômico brasileiro e será comentado, às 11h00, pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo diretor de Política Econômica, Diogo Guillen.

Por que isso é importante: Tanto o avanço do IPCA-15 quanto a comunicação do Banco Central contribuem para a redução das apostas, pelo menos por ora, de possíveis cortes da taxa básica de juros (Selic) no curto prazo. Essa perspectiva, por sua vez, tende a favorecer o rendimento dos títulos brasileiros e o desempenho do real.

Panorama geral: Na quarta-feira da semana passada (17), o Banco Central sinalizou que a taxa básica de juros (Selic) deverá permanecer estável por um “período bastante prolongado”, consolidando a mensagem de que não há, no horizonte imediato, espaço para cortes ou novas altas nos juros.

  • Ainda assim, permanecem incertezas quanto à condução futura da política monetária, especialmente diante do fato de que a inflação segue acima da meta estabelecida pela autoridade monetária, ao mesmo tempo em que os juros elevados elevam temores de impactos para a resiliência da atividade econômica nacional.

Em detalhes: Nesta edição do RPM, o Banco Central segue destacando um cenário de risco elevado para a trajetória projetada da inflação, estimando que o IPCA acumulado em 12 meses deve permanecer acima do centro da meta de 3% até, pelo menos, o quarto trimestre de 2027.

  • Adicionalmente, o IPCA-15 voltou a avançar após retração observada em agosto, registrando alta de 0,48% em função do forte aumento dos preços de energia elétrica (+12,17%).
  • Este aumento, por sua vez, foi resultado do fim do bônus de Itaipu, que diminuiu pontualmente seus preços em agosto, e da vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, a mais alta possível na escala de custos da energia elétrica.
  • Por outro lado, o núcleo do indicador, que exclui os componentes mais voláteis de alimentação e energia, desacelerou sua alta de 0,40% em agosto para 0,05% em setembro, enquanto os preços de serviços, mais sensíveis à demanda do consumidor, desaceleraram de 0,62% para 0,08% no mesmo período.
  • Estes números sugerem que a inflação ao consumidor ficou concentrada em alguns componentes voláteis no mês de setembro e que há indícios de uma estabilização de preços.
  • Contudo, um único mês deve ser insuficiente para sugerir uma mudança na postura do Banco Central, que deve exigir a confirmação dessa tendência por vários meses consecutivos antes de considerar a possibilidade de cortes à taxa básica de juros (Selic).

 

Leitura final do PIB americano do 2º trimestre

No exterior, investidores acompanham a divulgação da terceira e última leitura do PIB americano do segundo trimestre, que deve confirmar o desempenho mais forte já indicado pelas duas prévias.

  • A expectativa mediana é de que o crescimento anualizado seja mantido em 3,3%, após a retração de 0,5% registrada no primeiro trimestre

Por que isso é importante: Em um momento em que o Federal Reserve reforça sua dependência dos dados para definir os próximos passos da política monetária, a confirmação da recuperação da economia americana reduz, ao menos por ora, os temores de uma desaceleração mais acentuada.

  • Esse cenário tende a diminuir as apostas em cortes mais rápidos de juros e, consequentemente, a sustentar o fortalecimento do dólar no mercado global.

Panorama: A variação expressiva entre os dois primeiros trimestres do ano está ligada, sobretudo, à dinâmica das importações, que entram negativamente no cálculo do PIB.

  • No primeiro trimestre, o recuo do PIB refletiu um movimento antecipado de formação de estoques de importados por empresas que buscavam se adiantar à implementação das tarifas de importação impostas pela Casa Branca.
  • Já no segundo trimestre, a queda acentuada das importações contribuiu para a recuperação do indicador, configurando uma recomposição estatística ligada aos padrões de comércio exterior no semestre.
  • Caso a terceira leitura confirme o avanço da economia no trimestre, reforçará a percepção de que os impactos iniciais das tarifas permaneceram restritos e não se disseminaram de forma ampla pela economia no período.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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