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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Dólar deve refletir dados econômicos americanos

Cotações (09h15min):
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,35 (-0,2%)
= Dollar Index (DXY): ~ 98,4 pontos (0,0%)

O mercado de divisas deve repercutir as divulgações de dados econômicos americanos e falas de autoridades do Brasil e dos Estados Unidos, com investidores buscando calibrar as apostas para a trajetória dos juros em ambos os países. 

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Estatísticas do setor externo de agosto (BC) – 08h30min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 08h30min.
  • Palestra do diretor de política econômica do Banco Central, Diogo Guillen – 09h00min.
  • Palestra da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack – 09h00min.
  • Índice de Preços da Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA de agosto (PCE) – 09h30min.
  • Índice de confiança do consumidor dos EUA de setembro (UMich) – 10h45min.
  • Palestra do vice-presidente de supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman – 14h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, Alberto Musalem – 14h30min.
  • Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 16h30min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic – 19h00min.

Dados americanos e apostas para a trajetória de juros nos EUA

Nos últimos dias, a expectativa por um ciclo de cortes de juros mais rápido nos Estados Unidos tem sido ligeiramente revista, à medida que dirigentes do Federal Reserve emitem tons mistos e novos dados diminuem a percepção de desaceleração da economia americana, o que nas últimas duas sessões gerou ganhos fortes da moeda americana.

  • Ontem, por exemplo, a divulgação da leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) americano do segundo trimestre surpreendeu investidores ao ser revisado para 3,8%, acima da prévia anterior de 3,3% e da retração de 0,6% registrada no primeiro trimestre
  • Hoje, investidores acompanham especialmente a divulgação do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos, medida de inflação preferida pelo Federal Reserve, referente a agosto.
  • Também será monitorado o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, referente a setembro.

 

Por que isso é importante: As divulgações de hoje podem influenciar as apostas com relação à trajetória dos juros no país, em um momento que Federal Reserve reforça depender dos dados para definir os próximos passos da política monetária.

  • Caso reforcem a percepção de resiliência da economia americana, podem estender o movimento recente de recuperação do dólar no mercado global.

 

Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE): O PCE deve apresentar alta de 0,2% em agosto tanto em seu índice cheio como em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, uma suave desaceleração frente a julho em função de impactos menores que o antecipado das tarifas de importação sobre os preços.

  • Além do componente de inflação, os dados de renda pessoal e gastos de consumo, que refletem a resiliência do mercado consumidor americano, também estarão no foco.
  • O consumo pessoal dos americanos deve manter seu ritmo de alta de 0,5% em agosto, sinalizando a resiliência do consumo dos americanos e diminuindo temores de uma possível desaceleração da economia. Já o crescimento da renda pessoal deve diminuir levemente, com alta de 0,3% no mês.

 

Índice de confiança do consumidor da Umich: A mediana das estimativas para o indicador projeta 55,4 pontos, o que configuraria o seu segundo recuo mensal consecutivo, mas ainda acima da leitura de abril, quando registrou 52,2 pontos.

 

Novas tarifas de Trump: Vale mencionar, também, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de quinta-feira a implementação de uma nova rodada de tarifas de importações a setores específicos, com vigência prevista a partir de 1º de outubro.

  • Entre os produtos atingidos estão medicamentos (com alíquota de 100%), armários de cozinha e banheiro (50%), mobiliário estofado (30%) e caminhões pesados (25%).
  • A reação dos mercados financeiros com relação à implementação de novas tarifas pela Casa Branca tem sido bastante discreta, apesar do tema ter provocado forte aversão ao risco em abril.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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