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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Dólar deve refletir tensões comerciais americanas com Brasil e China

Cotações (09h10min):
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,44 (0,0%)
= Dollar Index (DXY): ~ 98,6 pontos (0,0%)

 

O mercado de divisas deve repercutir o encontro agendado entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, assim como noticiário das tensões entre Estados Unidos e China. 


Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de agosto (BC) – 09h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 09h00min.
  • Palestra do vice-presidente de supervisão do Federal Reserve, Michael Barr – 10h00min.
  • Palestra do membro do conselho de governadores do Federal Reserve, Stephen Miran – 10h00min.
  • Palestra do membro do conselho de governadores do Federal Reserve, Christopher Waller – 10h00min.
  • Palestra da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde – 13h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 19h00min.

Encontro entre Brasil e EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ontem que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reunirá nesta quinta-feira (16), nos Estados Unidos, com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

  • Na pauta, segundo o presidente brasileiro, estarão as tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e as sanções aplicadas a autoridades nacionais.

Por que isso é importante: Embora ainda seja cedo para avaliar os resultados da reunião, o encontro aumenta as expectativas de uma redução das tensões comerciais e diplomáticas entre os dois países.

  • Esse movimento tende a diminuir a percepção de risco sobre ativos brasileiros, favorecendo o desempenho do real e de outros ativos domésticos.

Panorama: Este será o primeiro encontro oficial entre representantes dos dois governos após a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, realizada no início do mês.

  • Na ocasião, os presidentes conversaram por cerca de 30 minutos por videoconferência, dando continuidade aos gestos de reaproximação iniciados durante a última Assembleia Geral da ONU.
  • Ambos sinalizaram a possibilidade de um encontro presencial em breve, possivelmente durante a cúpula da ASEAN, em 26 de outubro, na Malásia.
  • O Palácio do Planalto solicitou a retirada das sobretaxas de importação de 40% aplicadas a alguns produtos brasileiros, além da suspensão das sanções contra autoridades nacionais.
  • Já a Casa Branca designou Marco Rubio como interlocutor responsável pelas negociações bilaterais.

 

Tensões comerciais entre EUA e China

O dólar seguia enfraquecendo nas primeiras operações desta quinta-feira, estendendo o movimento da véspera, quando perdeu força frente a moedas pares após declarações de autoridades americanas sugerirem uma possível redução dos atritos comerciais com a China.

Por que isso é importante: A sinalização de uma amenização das tensões entre as duas maiores economias do mundo tende a reduzir os receios de um retorno de barreiras comerciais significativas, favorecendo o apetite global por risco e pressionando o dólar para baixo.

  • Por outro lado, caso novas declarações indiquem o oposto, com retomada de embates e medidas restritivas, o otimismo pode rapidamente se converter em aversão ao risco, penalizando especialmente ativos considerados arriscados, como o real.

Panorama: Nos últimos dias, observa-se uma escalada de atritos comerciais entre EUA e China, com declarações ríspidas, ameaças de novas tarifas de importação, restrições às exportações e aplicação de sobretaxas portuárias.

  • Em entrevista nesta quarta-feira, contudo, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a “trégua” nas tarifas de importação sobre a China poderia ser estendida por um longo prazo em troca do fim às restrições chinesas à exportação de minerais de terras raras.
  • Ao mesmo tempo, Bessent afirmou que haveria uma resposta coordenada dos EUA com aliados contra a China caso essas restrições sejam mantidas.

 

Falas de dirigentes do Federal Reserve

Com a paralisação do governo americano limitando a divulgação de indicadores econômicos, investidores devem voltar novamente suas atenções também às declarações de dirigentes do Federal Reserve em busca de novas pistas sobre a trajetória dos juros.

  • O foco estará em avaliar se os discursos reforçam a sinalização de maior afrouxamento monetário.
  • Nos últimos dias, falas em tom mais brando sobre o aperto monetário contribuíram para as perdas recentes do dólar globalmente.

Por que isso é importante: A expectativa de cortes de juros pelo Fed nas próximas decisões reduz a atratividade dos títulos americanos, pressionando seus rendimentos para baixo e favorecendo um enfraquecimento global do dólar.

  • Esse movimento, por sua vez, tende a estimular o apetite por ativos de risco, beneficiando moedas de economias emergentes, como o real.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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