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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir expectativa por política monetária nos Brasil e nos EUA

 

Cotações (09h10min):
=Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,38 (0,0%)
= Dollar Index (DXY): ~ 99,9 pontos (0,0%)

 

Na véspera do feriado de Dia de Ação de Graças nos EUA, o mercado de divisas deve repercutir as divulgações de dados econômicos para Brasil e EUA, buscando calibrar expectativas para a trajetória dos juros em ambos os países.

 

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Estatísticas monetárias e de crédito de outubro (BC) – 08h30min.
  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15) de novembro (IBGE) – 09h00min.
  • Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 10h30min.
  • Encomendas de bens duráveis de setembro dos EUA (Census) – 10h30min.
  • Índice Gerente de Compras (PMI) de Chicago de novembro (ISM) – 11h45min.
  • Palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde – 14h00min.
  • Resultado primário do governo central de outubro (STN) – 14h30min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Livro bege (Federal Reserve) – 16h00min.

Expectativa pela trajetória dos juros americanos

Após a divulgação de indicadores de ontem sugerirem um enfraquecimento maior da economia americana e aumentarem apostas de investidores por um corte de juros na próxima decisão do Federal Reserve, investidores devem reagir aos pedidos semanais de seguro-desemprego e a divulgação do Livre Bege para calibrarem suas expectativas.

 

Por que isso é importante: A expectativa de uma queda mais rápida dos juros americanos diminui a perspectiva de rentabilidade dos títulos do Tesouro do país (Treasuries) e prejudica a atração de capital externo, o que tende a enfraquecer o dólar globalmente.

 

Dados mais fracos nos EUA: Ontem, a divulgação de dados americanos sugerirem um enfraquecimento maior que o esperado para a economia americana.

  • A variação semanal média dos empregos privados das últimas quatro semanas, medido pelo instituto ADP, recuou de -2.500 para -13.500, sugerindo que o mercado de trabalho americano está se enfraquecendo mais rapidamente.
  • Adicionalmente, o Índice de Confiança do Consumidor americano, medido pelo Conference Board, recuou de 95,5 pontos em outubro para 88,7 pontos em novembro, bem abaixo das estimativas.
  • Por fim, dados oficiais para setembro, divulgados com atraso, também sugeriram maior enfraquecimento, com uma alta moderada de 0,1% no núcleo do Índice de Preços ao Produtor, que exclui os componentes mais voláteis de alimentação e energia, e com um aumento discreto de 0,1% nas vendas do varejo excluindo-se automóveis e combustíveis.

 

O que esperar para hoje: A estimativa mediana para os pedidos iniciais semanais de auxílio-desemprego aponta para um leve aumento, de 220 mil na semana passada para 225 mil nesta semana, o que sugeriria que o ritmo de demissões pelas empresas se mantém razoavelmente estáveis.

  • Já os pedidos continuados de auxílio-desemprego devem se manter em aceleração, sugerindo que o ritmo de contratações é insuficiente para absorver a quantidade de pessoas que buscam emprego.
  • Por fim, investidores devem monitorar a divulgação do Livro Bege, que compila as estatísticas econômicas que serão utilizadas pelo Federal Reserve em sua decisão de juros do dia 10 de dezembro.

 

Expectativa pela trajetória dos juros americanos

No Brasil, o destaque é a divulgação do IPCA-15, que acelerou sua alta mensal de 0,18% em outubro para 0,20% em novembro.

 

Por que isso é importante: A leitura maior que o antecipado para o IPCA-15 sugere que a estabilização de preços no Brasil ocorre a um ritmo mais lento que antecipado, o que deve estimular o Banco Central a ser mais cauteloso e reduzir o ritmo de cortes na taxa básica de juros (Selic).

  • Isto, por sua vez, aumenta a perspectiva de rendimento de títulos brasileiros e favorece a atração de capitais externos, o que tende a valorizar o real.

 

Em detalhes: A alta mensal de 0,20% do IPCA-15 superou a mediana das estimativas, de 0,15%, puxada por uma alta importante de alimentação fora do domicílio e de passagens aéreas e que anularam o recuo nos preços de energia elétrica e de combustíveis.

  • Com esse resultado, a alta acumulada em 12 meses do IPCA-15 passou de 4,94% em outubro para 4,50% em novembro, limite máximo para a meta de inflação buscada pelo Banco Central.
  • O núcleo do índice, que exclui os componentes mais voláteis de alimentação e energia, passou de 0,21% em outubro para 0,35% em novembro, enquanto os preços de serviços, mais correlacionados com a demanda, passou de 0,34% para 0,62% no mesmo período.
  • Ambos sugerem que a inflação no Brasil foi mais resiliente no mês de novembro e que a estabilização de preços ocorre a um ritmo mais lento que o esperado.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 123069Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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