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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir inflação nos EUA, falas de Galípolo e decisões de juros na Europa

Cotações (09h30min):
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,52 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 98,6 pontos (+0,1%)

O mercado de divisas deve repercutir, no exterior, a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos e decisões de juros do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco Central da Inglaterra (BoE). No Brasil, investidores repercutem a divulgação do Relatório de Política Monetária (RPM) e falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Relatório de Política Monetária do 4º trimestre (BC) – 08h00min.
  • Decisão de política monetária do Banco Central da Inglaterra (BoE) - 9h00min.
  • Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA de novembro (BLS) – 10h30min.
  • Índice regional do setor de manufatura de dezembro (Fed da Filadélfia) – 10h30min.
  • Decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) - 10h45min.
  • Índice regional do setor de manufatura de dezembro (Fed de Kansas City) – 13h00min.

Inflação nos Estados Unidos

Histórico e expectativa para a taxa de juros – atualizado em 17 de outubro de 2025

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Fonte: CME FedWatch Tool. Elaboração: StoneX. Refere-se à aposta com maior probabilidade no mercado futuro de juros na data indicada.

No exterior, investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos referente a outubro e novembro, publicada com atraso nesta quinta-feira.

  • Os dados devem reforçar a percepção de resiliência dos preços no período, alimentando preocupações de que o Federal Reserve levará mais tempo do que o previsto para atingir sua meta de inflação.

 

Por que isso é importante:  A estabilização da inflação americana em um patamar distante da meta perseguida pelo Federal Reserve, de 2% anuais, pode diminuir as apostas por cortes de juros pela instituição e favorecer a perspectiva de rendimentos de títulos americanos, o que tende a fortalecer o dólar globalmente.

 

O que esperar: A mediana das projeções aponta para uma alta de 0,3% no índice cheio e 0,2% em seu núcleo, que exclui os componentes mais voláteis de alimentação e energia, variação idêntica à registrada em setembro. Os preços de bens industriais devem seguir pressionados, compensando a desaceleração nos serviços.

  • Caso se confirme, a alta acumulada em 12 meses do CPI passaria de 3% em setembro para 3,1% em novembro, enquanto a de seu núcleo permaneceria em 3,0%.

 

Qualidade dos dados: A divulgação foi atrasada pela paralisação de 43 dias do governo americano, o que pode comprometer a precisão das estatísticas.

  • Cerca de dois terços dos 100 mil preços coletados pelo CPI dependem de visitas presenciais a estabelecimentos, que foram prejudicadas.

 

Panorama: Apesar do progresso recente, participantes do mercado têm destacado que o avanço da desinflação perdeu força nas últimas divulgações.

  • Essa percepção, por sua vez, explica a postura cautelosa de parte dos membros do Federal Reserve quanto a cortes adicionais de juros na última decisão.
  • Na ocasião, apesar da redução da taxa, o Comitê sinalizou prudência e registrou três votos contrários à decisão, algo inédito desde setembro de 2019, evidenciando a dispersão das expectativas inflacionárias entre seus membros.

 

RPM e fala de Galípolo

No Brasil, a atenção dos investidores deve se concentrar nas expectativas para a condução da política monetária pelo Banco Central, com destaque para a divulgação do Relatório de Política Monetária (RPM) referente ao quarto trimestre de 2025.

  • O documento representa a análise mais abrangente da autoridade monetária sobre o cenário macroeconômico doméstico e internacional, incluindo projeções para os principais indicadores brasileiros nos próximos anos.
  • Adicionalmente, as declarações de Galípolo e Guillen, às 11h00min (horário de Brasília) também serão monitoradas, pois podem oferecer sinais sobre os próximos passos da política monetária.

 

Destaque: Nesta edição, o Banco Central mantém a avaliação de risco elevado para a trajetória projetada da inflação, embora indique expectativa de convergência para o centro da meta de 3% no primeiro trimestre de 2028. É a primeira vez que as projeções oficiais apontam para a inflação atingindo a meta no horizonte considerado.

 

Por que isso é importante: Tanto a divulgação do RPM quanto as falas das autoridades devem influenciar as apostas do mercado sobre a trajetória dos juros no Brasil, com impactos diretos sobre os rendimentos dos títulos domésticos e sobre o real, dependendo da forma como os investidores interpretarão a comunicação dos dirigentes.

 

Decisão de juros na zona do Euro e na Inglaterra

Nesta quinta-feira (18) o Banco Central Europeu (BCE) deve manter sua taxa básica de juros inalterada em 2,00% ao ano, em meio a sinais positivos para crescimento econômico e uma inflação dentro da meta.

  • No Reino Unido, por outro lado, o Banco Central da Inglaterra (BoE) deve reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, de 4,00% para 3,75% ao ano, após uma queda inesperada na inflação britânica no último mês.

 

Por que isso é importante: A manutenção dos juros da União Europeia deve fortalecer o euro perante o dólar, especialmente após o último corte de juros realizado pelo Fed. Isto, por sua vez, pode favorecer o desempenho de real indiretamente, por conta de um possível enfraquecimento do dólar em âmbito global.

  • Em contrapartida, o corte dos juros no Reino Unido pode exercer efeito oposto, fortalecendo o dólar em âmbito global, o que pode limitar, indiretamente, possíveis ganhos do real na sessão.

 

Panorama: Embora a alta acumulada em 12 meses do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) da área do euro tenha avançado de 2,1% em outubro para 2,2% em novembro, a expectativa de queda de preços de energia diminui a preocupação com o cenário inflacionário do bloco.

  • Adicionalmente, o Produto Interno Bruto acelerou sua expansão trimestral de 0,1% no segundo trimestre para 0,3% no terceiro, melhorando as expectativas para o dinamismo econômico da região.
  • Ontem, no Reino Unido, a taxa de inflação registrada em novembro foi de 3,2%, o que surpreendeu investidores diante de uma estimativa mediana de avanço de 3,5%. A desaceleração inesperada da inflação na região fortalece as expectativas de corte de juros.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 124175Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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