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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir “Payroll” nos EUA e IPCA no Brasil


Cotações (09h15min):
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,39 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 98,04 pontos (+0,2%)


O mercado de divisas deve repercutir a divulgação Relatório de Situação de Emprego (“Payroll”) de dezembro nos EUA e do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro no Brasil.


Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro (IBGE) – 09h00min.
  • Relatório de Situação de Emprego dos EUA de dezembro (BLS) – 10h30min.
  • Prévia do índice de confiança do consumidor dos EUA de janeiro (UMich) – 12h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 12h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 15h35min.
  • Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 17h30min.

“Payroll” nos Estados Unidos

Variação no total de empregos urbanos (mil pessoas) e da taxa de desemprego (%) nos Estados Unidosimage 124792

Fonte: U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS), Federal Reserve Bank of St. Louis. Elaboração: StoneX.

Nesta sexta-feira, investidores devem repercutir a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos, com ênfase ao Relatório de Situação de Emprego (“Payroll”) de dezembro, principal indicador sobre o mercado de trabalho acompanhado no país.

  • A mediana das estimativas indica que a criação líquida de empregos deve ter passado de 64 mil em novembro para 66 mil em dezembro. Esse resultado reforçaria a percepção de uma perda de força gradativa do mercado de trabalho americano, porém sem sugerir uma piora intensa.

 

Por que isso é importante: Caso a projeção se confirme, ela deve reforçar a percepção de que não há urgência para novos cortes de juros no país, estimulando uma postura mais cautelosa do Federal Reserve em suas próximas decisões de política monetária.

  • Isto, por sua vez, tende a ampliar o rendimento de títulos do Tesouro americano (Treasuries), favorecendo a atração de capital externo e fortalecendo o dólar globalmente.

 

Panorama: Na última divulgação do relatório, quando se divulgou os dados de outubro e novembro ao mesmo tempo devido à paralisação de 43 dias do governo americano, investidores se surpreenderam com uma leitura bastante mista dos dados, com uma alta moderada de 64 mil vagas em novembro e uma contração de 105 mil vagas em outubro.

  • Com isso, investidores buscam na divulgação de dezembro mais indicativos sobre como estava a situação do mercado de trabalho americano ao final do ano, especialmente visto que desde então os sinais da economia têm sido divergentes.
  • As estatísticas mais recentes para a economia americana seguem demonstrando um cenário contraditório, com algumas sugerindo enfraquecimento da atividade econômica enquanto outras apontam resiliência.
  • Por isso, investidores acompanham novos dados para buscar maior clareza sobre a evolução da economia do país e, dessa forma, tentar antecipar a trajetória dos juros no país.

 

Outros dados de emprego: Nesta semana, outros dados sobre o mercado de trabalho nos EUA mostraram sinais moderados de enfraquecimento, embora permaneçam em um aparente estado de equilíbrio, sem aceleração significativa de contratações, mas também sem aumento expressivo de demissões.

  • O relatório de empregos privados da ADP indicou criação de 41 mil postos de trabalho em dezembro, após fechamento revisado de 29 mil em novembro, abaixo da expectativa mediana de 47 mil.
  • Já o relatório JOLTS apontou queda nas vagas abertas para 7,146 milhões em novembro, ante 7,449 milhões em outubro e abaixo da projeção de 7,600 milhões.

 

IPCA de dezembro

No cenário doméstico, os investidores devem repercutir a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, que registrou alta de 0,33%, após avanço de 0,18% em novembro. A mediana das estimativas projetava um avanço de 0,37% para o índice cheio.

  • Apesar da aceleração mensal, o resultado desacelera o aumento acumulado de 12 meses de 4,46% para 4,26% no período, reforçando a percepção de que a inflação veio perdendo fôlego no final de 2025.

 

Por que isso é importante: A confirmação da tendência de estabilização dos preços deve contribuir para reduzir a percepção de riscos inflacionários, o que, por sua vez, pode diminuir as projeções de rentabilidade dos títulos domésticos e contribuir para a desvalorização do real.

 

Em detalhes: Com a desaceleração da inflação, o índice atinge 4,26% no acumulado ao longo de 2025, ainda acima da meta de 3%, mas abaixo do teto de 4,5% estipulado pelo Banco Central.

  • O núcleo do indicador, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, saiu de 0,23% em novembro para 0,52%, enquanto os serviços, mais sensíveis à demanda, avançaram de 0,56% para 0,66% no mesmo período.
  • Com esse número, o indicador aponta para o menor acumulado no ano desde 2018, quando registrou 3,75%.
  • O resultado de 2025 foi influenciado, sobretudo, pelo grupo de habitação, que acelerou de 3,06% ao longo do ano anterior para 6,79% no último ano. Em termos de categoria individual, a energia elétrica foi o componente que mais impactou a inflação ao longo do ano.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 124793Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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