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Abertura de Câmbio

By: Leonardo Rossetti, Market Intelligence Analyst

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Câmbio deve repercutir dados da economia americana

Em dia de agenda nacional leve, o mercado de divisas deve repercutir a publicação de importantes indicadores da economia norte-americana, o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE). Esses dados serão fundamentais para os investidores calibrarem suas expectativas para a condução da política monetária no país.

Cotações (09h00min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,211 (-0,31%)
Dollar Index (DXY): ~97,89 pontos (+0,08%)

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do 4º trimestre de 2025 (IBGE) – 09h00min.
  • Monitor do PIB de dezembro e janeiro (FGV) – 10h15min.
  • Primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) americano do 4º trimestre de 2025 (BEA) – 10h30min.
  • Índice de Preços da Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA de dezembro (PCE) – 10h30min.
  • Prévia dos Índices Gerentes de Compras (PMI) industrial e de serviços dos EUA de fevereiro (S&P Global) – 11h45min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic – 11h45min.
  • Índice de confiança do consumidor dos EUA de fevereiro (UMich) – 12h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, Alberto Musalem – 17h30min.

PIB do 4º trimestre e dados de inflação nos EUA

Hoje, o mercado permanecerá atento à divulgação de indicadores da economia dos Estados Unidos.

  • O foco recai sobre a primeira leitura do PIB do quarto trimestre de 2025 e sobre o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de dezembro, métrica de inflação preferida do Federal Reserve.

 

PIB do 4º trimestre: A mediana das projeções aponta para um crescimento anualizado de 2,7% no quarto trimestre, desacelerando em relação ao avanço de 4,4% observado no 3º trimestre, o maior em dois anos.

  • Caso confirmado, o resultado ainda indicaria um desempenho sólido, embora em ritmo mais moderado do que os dois últimos trimestres.
  • Os dados devem confirmar também que a economia americana encerrou 2025 em ritmo acima do esperado, sustentada por consumo resiliente e condições financeiras menos restritivas.
  • O relatório de situação de emprego ("Payroll") divulgado na quarta-feira reforçou essa visão, com o dado melhor do que o esperado indicando que a economia segue resistente, enfraquecendo temores de recessão feitos ao longo do ano.

Taxa de crescimento trimestral anualizada do PIB americanoimage 126766

Fonte: U.S. Bureau of Economic Analysis (BEA), Federal Reserve Bank of St. Louis. Elaboração: StoneX.

Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE): O indicador de inflação mais acompanhado pelo Federal Reserve será crucial para balizar as expectativas sobre a trajetória futura da política monetária.

  • As projeções sugerem que o indicador deve exibir pressões inflacionárias mais firmes do que as captadas nas últimas leituras do índice de preços ao consumidor (CPI), após indicadores antecedentes (como alimentos e preços ao produtor) apontarem riscos altistas.
  • Na última sexta-feira (13), o CPI mostrou desaceleração para 2,4% em 12 meses, o menor valor desde maio de 2025.
  • Analistas destacam que a diferença de ponderações entre os dois índices pode resultar em um PCE mais quente, já que o PCE atribui maior peso a categorias que atualmente apresentam aumentos mais acentuados de preços.
  • Na coletiva após a reunião do FOMC em janeiro, Jerome Powell afirmou que estimativas baseadas no CPI apontam que o PCE cheio subiu 2,9% ano-a-ano em dezembro, ante 2,8%, enquanto o núcleo provavelmente avançou 3,0%, frente a 2,8% no mês anterior.
  • Powell enfatizou, contudo, que essas leituras mais elevadas refletem, sobretudo, inflação de bens impulsionada por tarifas e fatores pontuais, não necessariamente uma demanda aquecida.

Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal - PCE (Anual)image 126767

Fonte: Census. Elaboração: StoneX.

De olho no próximo corte de juros: As projeções de dezembro do Fed indicavam mais um corte em 2026, mas dirigentes têm ressaltado que tal movimento dependerá de avanços adicionais rumo à meta de inflação, especialmente considerando o desempenho mais forte do mercado de trabalho.

  • Na ata da última reunião do (FOMC), publicada na quarta-feira (18), foi mencionada a possibilidade de aumento de juros caso a inflação permanece acima de 2,0%, o que aumenta a atenção dos investidores sobre a divulgação do PCE.  

 

Por que isso é importante: Se os dados da próxima semana confirmarem uma economia ainda aquecida ao mesmo tempo que a inflação desacelera lentamente, o Federal Reserve tem espaço para seguir avaliando as condições dos dados e de manter uma postura mais cautelosa antes de voltar a realizar cortes de juros.

  • Esse ambiente tende a pressionar para cima os rendimentos dos Treasuries e, consequentemente, fortalecer o dólar globalmente.

 

Tensões entre EUA e Irã

A escalada da tensão entre os países segue no radar dos investidores. Ontem (19), durante encontro no Conselho da Paz, o presidente Donald Trump indicou que decidirá “ao longo dos próximos 10 dias” se ordenará ou não uma intervenção no país. 

  • Nos últimos dois dias, os temores de um conflito na região e impacto na oferta global de petróleo contribuíram para um movimento de alta dos preços do Brent, apesar de os preços da commodity apresentarem leve recuo nesta manhã.
  • Adicionalmente, a redução inesperada de estoques de petróleo nos EUA, de acordo com a divulgação semanal de dados do Departamento de Energia, também foi um fator a contribuir para a alta das cotações do óleo bruto na sessão. 

 

Por que isso é importante: Apesar da possibilidade de conflito aumentar a aversão ao risco dos investidores e prejudicar moedas de países emergentes, como o real, a alta dos preços do petróleo favorece os ativos dos países exportadores da commodity, como o Brasil.

  • Essa conjuntura que permitiu o movimento de ontem, onde o real se valorizou perante o dólar, apesar do cenário de aversão ao risco global, refletido na alta do dollar index.


TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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