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Abertura de Câmbio

By: Leonardo Rossetti, Market Intelligence Analyst

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Câmbio deve refletir conflito no Oriente Médio e CPI nos EUA

Cotações (09h10min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,15 (-0,1%)
Dollar Index (DXY): ~99,04 pontos (+0,1%)

O mercado de divisas deve seguir repercutindo as incertezas que permeiam o conflito no Oriente Médio. Apesar das expectativas de que o conflito pudesse estar se aproximando do fim na última sessão, notícias recentes de novos ataques seguem gerando incerteza entre os investidores. Na agenda de indicadores, a principal divulgação do dia é o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA de fevereiro.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de janeiro (IBGE) – 09h00min.
  • Palestra da vice-presidente para supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman – 9h30min.
  • Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA de fevereiro (BLS) – 10h30min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.

Incertezas sobre um possível alívio no conflito

Os mercados internacionais registraram na sessão de ontem uma recuperação parcial do apetite por risco, sustentada pelo aumento das expectativas de que o conflito no Oriente Médio pudesse estar se aproximando de seu fim.

  • As notícias sobre o tema, contudo, têm sido contraditórias, com declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que uma solução estaria mais próxima, enquanto autoridades iranianas continuam a reforçar disposição para a continuidade das hostilidades.
  • Paralelamente, os enfrentamentos seguem ativos. Nesta quarta‑feira (11), foi noticiado que três embarcações foram atingidas por projéteis de origem ainda indefinida no Estreito de Ormuz, mantendo elevado o risco de disrupção logística.
  • O Departamento de Defesa dos EUA também afirmou que os ataques conduzidos na terça‑feira foram os mais intensos desde o início da guerra. Após instalações de um banco iraniano serem atingidas durante a madrugada, Teerã declarou que retaliaria atingindo alvos financeiros norte‑americanos e israelenses em toda a região.

 

Por que isso é importante: A combinação de sinais diplomáticos mistos e continuidade das ações militares tem alimentado um ambiente de elevada volatilidade nos mercados globais, com os preços futuros do petróleo funcionando como principal termômetro do sentimento dos investidores em relação ao conflito.

  • Nas primeiras horas desta manhã, tanto a volatilidade do petróleo quanto as oscilações do dólar apresentavam comportamento mais contido, o que sugere a possibilidade de uma sessão relativamente mais estável.
  • Esse ambiente tende a favorecer o real, que tem surpreendentemente se beneficiado mesmo diante do cenário externo mais adverso. Ainda assim, a dinâmica permanece altamente dependente do fluxo de notícias geopolíticas, que continua se alterando de forma rápida e imprevisível.

 

Dados de inflação nos EUA

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) desta quarta‑feira deve apontar aceleração no ritmo da inflação americana em fevereiro, com a mediana das projeções indicando alta mensal de 0,3%, ante 0,2% no mês anterior.

  • O acumulado de 12 meses também deve permanecer estável, com a variação se mantendo em 2,4%.
  • O núcleo do indicador – que exclui bens mais voláteis, como alimentos e energia -, por sua vez, deve sugerir uma desaceleração inflacionária, com estimativas apontando para uma queda de 0,3% para 0,2%.

 

De olho no PCE: No mês passado, os investidores observaram uma leitura contraditória dos dois principais índices de inflação americanos. Por um lado, o CPI apontou para um cenário de desaceleração da inflação, enquanto o PCE gerou preocupações com uma reaceleração inflacionária.

  • Nesse sentido, investidores devem observar com maior cautela as próximas divulgações para entender melhor as condições dos níveis de preços no país.
  • O Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE), que será postado na sexta-feira (13) e é considerado o indicador favorito do Federal Reserve, deve exercer uma maior influência sobre a condução da política monetária em relação ao CPI.

 

Por que isso é importante: Uma leitura de inflação ainda persistente, sobretudo num contexto de preocupações inflacionárias decorrente do conflito no Oriente Médio, tenderia a elevar as apostar de uma maior restrição monetária.

  • Isto, por sua vez, tende a reduzir as apostas de corte de juros mais rápidos, o que pode elevar os rendimentos dos títulos e tesouro e, consequentemente, fortalecer o dólar em nível global.

 

Preocupações inflacionárias: Com o conflito no Oriente Médio, os preços do Brent já acumulam ganhos de mais de 24% no mês, o que eleva os temores de possíveis efeitos inflacionários persistentes na economia mundial.

  • Porém, dado que o conflito começou no último dia de fevereiro, os possíveis impactos sobre os preços só devem ser observados nos indicadores referentes a março.
  • Na ata referente à última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), a autoridade monetária sinalizou um posicionamento cauteloso em relação a novos cortes de juros, inclusive, com menção à possibilidade de novos aumentos na taxa básica caso a inflação permanece acima da meta de 2%.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 127969Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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