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Abertura de Câmbio

By: Leonardo Rossetti, Market Intelligence Analyst

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Câmbio deve refletir isenção a petróleo russo e dados americanos

Cotações (09h15min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,23 (-0,3%)
Dollar Index (DXY): ~100,1 pontos (+0,4%)

O foco dos mercados financeiro segue nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Na quinta-feira, os EUA anunciaram uma licença para a retomada temporária da compra de petróleo russo, o que deve contribuir para aliviar as altas dos preços do petróleo, apesar das incertezas sobre a duração do conflito permanecerem. Na agenda econômica, a atenção recai sobre importantes indicadores econômicos dos EUA, os últimos antes da “super-quarta” (18).

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de janeiro (IBGE) – 09h00min.
  • Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro (IBGE) – 09h00min.
  • Índice de Preços da Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA de fevereiro (PCE) – 09h30min
  • Segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) americano do 4º trimestre de 2025 (BEA) – 10h30min.
  • Pesquisa de abertura de vagas e turnovers (JOLTS) americana de janeiro (BLS) – 11h00min.
  • Índice de confiança do consumidor dos EUA de março (UMich) – 12h00min.
  • Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 17h30min.

Estados Unidos ameniza pressão sobre petróleo russo

Nesta manhã, investidores repercutem a notícia de que os Estados Unidos teriam concedido uma isenção de 30 dias permitindo que países comprem derivados de petróleo russos atualmente em trânsito, apesar das sanções impostas.

  • A medida busca conter a recente escalada nos preços de energia associada ao conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.
  • Embora inesperada, e responsável por uma leve acomodação dos preços nesta manhã, a isenção demonstra efeito limitado de curto prazo, com o Brent ainda negociado acima de 100 dólares por barril.
  • Alguns analistas avaliam que tais iniciativas emergenciais para aliviar interrupções na oferta podem transmitir ao mercado um sinal negativo, de que autoridades enxergam poucas chances de uma rápida desescalada do conflito.
  • Mais detalhes serão apresentados no Diário de Petróleo desta sexta-feira.

 

Por que isso é importante: O ambiente global permanece marcado por elevada incerteza, refletida em forte volatilidade nos mercados financeiros. Os preços futuros do petróleo continuam sendo um importante termômetro do sentimento de risco dos investidores, reagindo a cada novo desdobramento do conflito.

  • Diante da baixa dos preços do petróleo observada nesta manhã, é possível que o dia possa ser menos marcado pelo sentimento de aversão ao risco, o que, caso se confirme, tende a ser positivo para moedas de países emergentes como o real.

 

Dados nos EUA

Nesta sexta-feira, os mercados financeiros devem acompanhar a divulgação de importantes indicadores da economia americana, que devem ajudar os investidores a calibrar suas expectativas para a próxima decisão de taxa de juros, na quarta-feira (18).

 

Por que isso é importante: A evolução da atividade econômica, do mercado de trabalho e da inflação continua a exercer influência decisiva sobre as decisões de política monetária do Federal Reserve.

  • Caso os indicadores apontem para um desaquecimento da economia e desaceleração da inflação, as expectativas por cortes de juros mais rápidos no país tendem a aumentar, o que pode reduzir os rendimentos dos títulos do Tesouro e enfraquecer o dólar em nível global.

 

Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE): Após uma leitura do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) indicando uma inflação ainda persistente no país, o PCE - indicador de inflação mais acompanhado pelo Federal Reserve - será crucial para balizar as expectativas sobre a trajetória futura da política monetária.

  • As projeções sugerem que o indicador deve desacelerar e apontar uma alta mensal de 0,3%, ante 0,4% no mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação deve permanecer estável em 2,9%, acima do CPI.
  • Nesta quarta-feira (13), o CPI indicou estabilidade, mantendo a inflação nos últimos 12 meses em 2,4%.
  • Analistas destacam que a diferença de ponderações entre os dois índices pode resultar em um PCE mais quente, já que o PCE atribui maior peso a categorias que atualmente apresentam aumentos mais acentuados de preços.
  • Na coletiva após a reunião do FOMC em janeiro, Jerome Powell afirmou que estimativas baseadas no CPI apontam que o PCE cheio subiu 2,9% ano-a-ano em dezembro, ante 2,8%, enquanto o núcleo provavelmente avançou 3,0%, frente a 2,8% no mês anterior.
  • Powell enfatizou, contudo, que essas leituras mais elevadas refletem, sobretudo, inflação de bens impulsionada por tarifas e fatores pontuais, não necessariamente uma demanda aquecida.

Índice de Preços PCE nos EUA – acumulado de 12 meses (%)image 128081

Fonte: BEA e BLS. Elaboração: StoneX.

PIB do 4º trimestre: As estimativas dos investidores apontam para a manutenção do crescimento anualizado em 1,4% em relação a leitura anterior.

  • As projeções para a primeira leitura apontavam para uma desaceleração da do crescimento econômico, com uma alta anualizada de 2,8%. Contudo, no dia da divulgação, o indicador apontou para uma expansão de apenas 1,4%, gerando frustração entre os investidores.
  • Caso o número se mantenha na segunda leitura, os sinais de desaquecimento da economia americana tendem a ser reforçados.

Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA (%) image 128080

Fonte: BEA e BLS. Elaboração: StoneX. 

Mercado de trabalho: Investidores também acompanharão a pesquisa de abertura de vagas e turnovers (JOLTS) americana de janeiro, considerada a segunda mais importante divulgação para o mercado de trabalho do país.

  • As estimativas apontam para uma expansão do número de vagas de trabalho em aberto, de 6,5 para 6,7 milhões.
  • Relacionando o número de vagas em aberto com o de desempregados de dezembro, tem-se uma relação de 0,87, o que indica menos vagas do que desempregados pelo segundo mês consecutivo.

Razão entre vagas em aberto e desempregados nos EUA do relatório JOLTSimage 128076

Fonte: U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS). Elaboração: StoneX.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 128075Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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