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Abertura de Câmbio

By: Leonardo Rossetti, Market Intelligence Analyst

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Câmbio deve repercutir decisões de juros da véspera e conflito no Oriente Médio

Cotações (09h00min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,25 (+0,3%)
Dollar Index (DXY): ~100,0 pontos (-0,2%)

Nesta quinta-feira, o mercado de divisas repercute as decisões de política monetária pelos comitês de política monetária do Brasil e dos EUA, ambas realizadas ontem. Além da decisão, os mercados financeiros devem permanecer significativamente volátil à medida que investidores repercutem novas notícias sobre o conflito no Oriente Médio.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Decisão de política monetária do Banco Central da Inglaterra (BoE) - 09h00min.
  • Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 09h30min.
  • Índice regional do setor de manufatura de março (Fed da Filadélfia) – 09h30min.
  • Decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) - 10h15min.
  • Palestra da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde – 10h45min.

Commodities energéticas seguem avançando

O noticiário desta quinta‑feira (19) segue indicando a escalada do conflito no Oriente Médio, o que mantém os preços de commodities energéticas em alta, com o petróleo tipo Brent atingindo 114 dólares por barril.

 

Por que isso é importante: O ambiente permanece marcado por elevada incerteza, o que tem se refletido em forte volatilidade nos mercados globais. Os preços futuros do petróleo seguem como principal indicador do sentimento de risco dos investidores, respondendo diretamente a cada novo episódio envolvendo o conflito.

  • Diante da expressiva alta do petróleo observada nesta manhã, o real tende a enfrentar pressão se prevalecer um movimento mais amplo de aversão ao risco, dada sua classificação como moeda emergente e, portanto, considerada mais "arriscada".

 

Decisão de juros nos EUA e Brasil

O movimento dos mercados financeiros nesta quinta‑feira deve continuar refletindo os efeitos das decisões de política monetária anunciadas ontem pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), nos Estados Unidos, e pelo Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil.

  • Nos Estados Unidos, o FOMC decidiu manter a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
  • No Brasil, em decisão divulgada após o fechamento dos mercados, o Copom realizou o primeiro corte da Selic desde 2024, reduzindo a taxa de 15% para 14,75% ao ano.

 

Por que isso é importante: A redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos diminui a atratividade relativa dos títulos domésticos, reduzindo o prêmio oferecido ao investidor estrangeiro. Esse movimento tende a pressionar o real, favorecendo um dólar mais forte no mercado global.

 

Panorama americano: As Projeções Econômicas Sumarizadas (SEP), divulgadas a cada duas reuniões, voltaram a indicar apenas um corte de juros em 2026 e outro em 2027, antes que a taxa alcance gradualmente o nível de longo prazo, estimado em torno de 3%.

  • A mediana das projeções permaneceu estável em relação a setembro, mas o gráfico apresentou menor dispersão, sugerindo maior alinhamento interno em favor de juros elevados por um período mais prolongado.
  • A manutenção dos juros e o tom mais cauteloso do Fed quanto à possibilidade de cortes adicionais reforçaram a atratividade relativa dos ativos americanos, fortalecendo o dólar globalmente e elevando a inclinação restritiva da política monetária percebida pelos mercados.

 

Panorama brasileiro: No comunicado emitido após a decisão de juros, o Copom reafirmou o cenário externo incerto, afirmando que será necessário serenidade e cautela na condução da política monetária, sobretudo dado o contexto de elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

  • Sem dar sinalizações para próximos os passos na condução da política monetária, a autoridade afirma que deve seguir observando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, buscando incorporar novas informações que possam aumentar a “clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.
  • Além disso, as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no final de 2026 se afastou do centro da meta, passando de 3,4% para 3,9%, o que reforça que o comitê já incorpora os potenciais inflacionários em seu balanço de riscos.

 

Decisões de juros no Japão e na Zona do Euro nesta quinta-feira

Além das decisões de juros nos EUA e Brasil, nesta quinta-feira autoridades monetárias da Inglaterra (BoE) e da Zona do Euro (BCE) definem suas taxas básicas de juros. Além disso, na madrugada de quarta-feira, o Banco Central do Japão (BoJ) também realizou sua decisão.

  • No Japão, a decisão foi de manutenção no patamar de 0,75% ao ano.
  • Na Inglaterra, a expectativa é de manutenção da taxa básica em 3,75% ao ano.
  • Na Zona do Euro, a expectativa é de permanência no patamar de 2% ao ano.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 128442Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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