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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve atuar em compasso de espera para ata do FOMC

Cotações (09h00min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,02 (-0,2%)
= Dollar Index (DXY): ~99,3 pontos (0,0%)

O mercado de divisas deve operar em compasso de espera pela ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed), em meio a preocupações inflacionárias e perspectivas de novas altas na taxa básica de juros. Paralelamente, possíveis atualizações sobre o conflito no Oriente Médio devem estar no radar dos mercados financeiros.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Palestra da presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Anna Paulson – 09h00min.
  • Palestra do membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Michael S. Barr – 11h15min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve – 15h00min.

Preocupações inflacionárias nos EUA e ata do Federal Reserve

As preocupações inflacionárias nos EUA fortaleceram o dólar nas últimas sessões, com os investidores elevando suas apostas de que a próxima mudança movimentação na taxa básica de juros seja uma alta, e não mais uma baixa.

  • Nesse contexto, a ata da última reunião do Federal Reserve deve ajudar os investidores a calibrarem suas expectativas para a trajetória dos juros no país.
  • Além disso, sinais de mudanças na condução da política monetária devido à transição da presidência do Federal Reserve de Jerome Powell para Kevin Warsh também devem permanecer no radar dos mercados financeiros.

 

Por que isto é importante: A inflação mais persistente e disseminada nos EUA resulta em uma expectativa de juros mais altos por mais tempo no país, o que favorece o rendimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e contribui na atração de recursos externos, fortalecendo o dólar globalmente.

 

Riscos inflacionários: Na semana passada, os indicadores econômicos americanos apontaram para pressões inflacionárias mais fortes e disseminadas no país.

  • O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, acelerou em 0,4% em abril, acima da estimativa mediana de 0,3%.
  • Já o núcleo do Índice de Preços ao Produtor (PPI) acelerou em 1,0% no mesmo mês, bem acima da estimativa mediada de 0,3%.
  • Esses números mostram que a pressão inflacionária provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pelos temores de uma escassez global na oferta de petróleo se disseminaram mais rapidamente para além dos preços energéticos.

 

Sem espaço para cortes de juros: Em meio a esse desafio inflacionário, investidores inverteram suas apostas para o próximo movimento de juros pelo Federal Reserve, deixando de antecipar um corte e passando a antever uma alta.

  • Nesse sentido, investidores devem observar a ata da última decisão do FOMC em busca de detalhes sobre como os integrantes do Comitê avaliam o cenário de riscos inflacionários e, com isso, como enxergam a evolução da política monetária americana.
  • Embora o FOMC tenha mantido os juros estáveis, três membros votaram contra a manutenção do viés de baixa no texto do Comunicado, sugerindo maior preocupação com os riscos inflacionários.

 

O desafio de Warsh: Vale mencionar, também, que o Senado dos EUA aprovou a indicação de Kevin Warsh para se tornar o próximo presidente do Federal Reserve, a partir desta sexta-feira (22).

  • Warsh assume em um contexto de numerosas críticas da Casa Branca contra o patamar atual de juros.
  • Por isso mesmo, investidores entendem que Warsh se mostra mais receptivo às demandas do Executivo por juros mais baixos.
  • Contudo, em meio a um cenário inflacionário mais desafiador e a uma postura cautelosa dos demais integrantes do FOMC, não se antecipa a possibilidade de cortes de juros nos próximos meses.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 131594Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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