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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir dados de inflação nos EUA e Brasil

Cotações (09h05min):
=  Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,20 (+0,0%)
Dollar Index (DXY): ~101,7 pontos (+0,1%)

Em dia de agenda cheia, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação de indicadores inflacionários nos Estados Unidos e no Brasil, buscando calibrar as expectativas para a trajetória dos juros nos dois países.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre do Banco Central (BC) – 08h00min.
  • Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de junho (IBGE) – 09h00
  • Leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) americano do 1º trimestre de 2026 (BEA) – 09h30min.
  • Índice de Preços da Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA de maio (PCE) – 09h30min
  • Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 09h30min.
  • Coletiva de imprensa do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e do diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti – 11h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams – 16h40min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee – 17h30min.

Dados econômicos nos EUA

As projeções para o Índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de maio indicam uma nova alta de 0,4% em maio, idêntica à do mês anterior.

  • Com a leitura, a inflação acumulada em 12 meses deve avançar de 3,8% para 4,1%, acima da meta de 2%.
  • Além disso, será divulgada a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) para o 1º trimestre de 2026. A expectativa é de um crescimento de 1,6% (em taxa anualizada), estável em relação à leitura anterior, e alta quando comparado com o trimestre passado.

 

Por que isso é importante: Sinais de pressões inflacionárias mais persistentes tendem a reforçar as expectativas de juros americanos mais elevados, o que pode elevar a atratividade dos títulos domésticos (Treasuries) e fortalecer o dólar globalmente.

  • Adicionalmente, sinais de resiliência da atividade econômica reforçam a visão de que a autoridade monetária tem espaço para novas altas da taxa básica de juros.

 

Núcleo do PCE: Para o núcleo do PCE, que exclui bens voláteis, como alimentos e energia, a expectativa é de alta de 0,3%, uma alta em relação aos 0,2% registrados no mês anterior.

  • No acumulado dos últimos 12 meses, a leitura representaria um avanço de 3,3% para 3,4%.

 

Federal Reserve mais restritivo: Os dados de pressões inflacionárias persistentes reforçam a leitura de um Federal Reserve mais restritivo, sobretudo após as declarações firmes de Kevin Warsh em relação à busca da estabilização de preços.

  • Nesse contexto, nos últimos dias os investidores têm elevado suas apostas para altas de juros já em setembro, o que contribui para o fortalecimento do dólar globalmente.

 

IPCA-15 e Relatório de Política Monetária (RPM)

No cenário doméstico, a leitura de junho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15) indicou alta dos preços de 0,41%, uma desaceleração em relação à leitura anterior.

  • Apesar da leitura mensal benigna, a inflação acumulada nos últimos 12 meses avançou de 4,64% para 4,80%.

 

Por que isso é importante: Sinais de pressões inflacionárias persistentes tendem a elevar as expectativas de interrupção do ciclo de cortes de juros, o que pode elevar a atratividade dos títulos domésticos e favorecer o desempenho do real.

 

Detalhes do IPCA-15: Por outro lado, o núcleo do indicador, que exclui bens considerados voláteis, como alimentos e energia, recuou de 0,46% no mês anterior para 0,37%.

 

Relatório de Política Monetária: No Relatório de Política Monetária (RPM), o Banco Central elevou suas projeções para a inflação acumulada no final de 2026 e 2027 para 5,2% (+1,3 p.p.) e 3,7% (+0,4 p.p.), respectivamente.

  • Nessas projeções, a inflação só voltaria para as margens de tolerância no 2º trimestre de 2027, indicando a deterioração do controle dos preços nos últimos meses, após o conflito no Oriente Médio.
  • Na ata da sua última decisão de política monetária, o BC também afirmou que houve piora recente do quadro inflacionário brasileiro, porém que parte importante dessa piora se deviam a “choques de oferta”, como a elevação dos preços de petróleo e derivados ocasionada pelo conflito no Oriente Médio, e que havia incertezas elevadas quanto a extensão e magnitude dos efeitos desses choques.
  • Nesse contexto, o Banco Central avaliou que uma combinação de pausas e retomadas de cortes à taxa básica de juros (Selic) seria capaz de trazer a inflação de volta à meta da instituição a partir do primeiro trimestre de 2028, um prazo um pouco mais longo que o usual.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 133235Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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