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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir inflação americana e falas de dirigentes do Federal Reserve

Cotações (09h05min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,12 (+0,2%)
Dollar Index (DXY): ~101,1 pontos (-0,2%)

Nesta terça-feira (14), o mercado de divisas deve repercutir os dados de inflação ao consumidor (CPI) de junho nos EUA, enquanto investidores acompanham falas de dirigentes do Federal Reserve em busca de novas sinalizações sobre a política monetária americana. No pano de fundo, o cenário geopolítico permanece no radar, com a continuidade das tensões entre EUA e Irã sustentando uma nova alta das commodities energéticas.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano de junho (BLS) – 09h30min.
  • Sabatina do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, na Câmara dos Representantes dos EUA – 11h00min.
  • Palestra do conselheiro do Federal Reserve, Michael Barr – 13h40min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee – 14h00min.
  • Palestra da conselheira do Federal Reserve, Lisa Cook – 14h30min.
  • Palestra da conselheira do Federal Reserve, Michelle Bowman - 15h55min.

Inflação nos EUA

Nos EUA, as projeções para a leitura de junho do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) apontam para uma deflação de 0,1%, beneficiada pelo recuo dos preços de derivados de petróleo durante o mês passado.

  • Com o resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses deve reduzir de 4,2% para 3,8%.
  • Já o núcleo do índice, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, deve passar de 0,2% para 0,3% no mesmo período, impulsionado por alguns efeitos da copa do mundo de futebol, como aumento dos preços em passagens aéreas e em hospedagem.

 

Por que isso é importante: O alívio das pressões inflacionárias deve diminuir as apostas de altas de juros pelo Federal Reserve, o que prejudicaria a rentabilidade dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e dificultaria a atração de capitais externos para o país, enfraquecendo o dólar globalmente.

  

Apostas de alta de juros: Na semana passada, a reescalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio levou investidores a aumentarem suas apostas para altas de juros pelo Federal Reserve, antecipando um aumento em setembro e outro em março do ano que vem.

  • Contudo, o possível enfraquecimento das pressões inflacionárias em junho pode diminuir um pouco essas apostas.
  • Esse arrefecimento pode ajudar o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, a convencer os demais membros do Fed a manterem os juros estáveis pelo resto do ano.
  • No mesmo sentido, a leitura mais fraca no começo do mês do Relatório da Situação do Emprego (“payroll”) de junho também deve diminuir preocupações de um possível sobreaquecimento da economia americana.

 

Falas de Kevin Warsh e dirigentes do Federal Reserve

Entre hoje (14) e amanhã (15), Kevin Warsh, participará pela primeira vez do depoimento semestral do presidente do Federal Reserve ao Congresso americano (terça-feira na Câmara, quarta-feira no Senado).

  • Dado o estilo enigmático de Warsh até aqui, recusando-se a oferecer qualquer tipo de expectativa futura (“foward guidance”) ou a comentar sobre a conjuntura econômica, o evento pode trazer mais pistas sobre como o presidente do Fed enxerga a economia e a trajetória dos juros para o país.
  • Além disso, durante a tarde, outros dirigentes do Federal Reserve participarão de palestras, o que pode contribuir para os investidores calibrarem suas expectativas a respeito da leitura das autoridades monetárias sobre a conjuntura econômica.

 

FOMC dividido: Na semana passada, a ata da última decisão do Comitê Federal de Mercado aberto (FOMC) do Federal Reserve mostrou que o Comitê estava dividido nessa decisão quanto ao futuro da política monetária.

  • Enquanto um grupo avaliava que a inflação poderia se acelerar e seria necessário alta de juros em algum momento, outro julgava que a inflação se manteria estável ou até poderia se desacelerar, abrindo espaço para cortes de juros no futuro.
  • Ilustrando essa divisão dentro do FOMC, na segunda-feira (13), o diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, afirmou que a autoridade monetária pode precisar elevar os juros "no curto prazo" caso os dados de inflação continuem bem acima da meta de 2%, o que fortaleceu as apostas dos investidores por uma alta de juros em breve.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 134145Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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