Sem direção definida nos EUA, os índices futuros das ações abriram mistos hoje (dia 03). Após se estenderem os rumores de que o Federal Reserve (Fed) seria mais cauteloso do que o esperado, o fechamento de ontem apresentou perdas para os principais índices de Wall Street, que continuam hoje na mesma tendência. Especificamente, o Dow Jones caiu 1%, o Nasdaq recuou 0,95%, e o S&P500 teve uma queda de 0,72%, sendo o pior resultado das últimas semanas.
Esse resultado estadunidense afetou a região da Ásia-Pacífico, que abre em abriu com baixa para todos os índices. Desta forma, apesar da recuperação industrial chinesa também anunciada ontem, pela alta correlação com as cadeias de valor estadunidenses, principalmente no setor tecnológico, as preocupações dos EUA atingiram também os mercados asiáticos.
Por sua vez, os resultados na Europa são maioritariamente positivos, onde a única exceção foi o índice FTSE, que caiu em Londres. Os avanços observados foram repercussões positivas dos dados de inflação, que indicaram que a Zona do Euro teve uma redução de 2,4% em março.
No Brasil, o dia também é de baixa para o índice futuro do Ibovespa (IBOV). Sem grandes variações, a bolsa brasileira continua tendo as ações petrolíferas como as de maiores ganhos, puxadas pela alta no preço internacional do petróleo, porém, esse ganho não suficiente para compensar as quedas na maioria dos outros setores que compõe o índice. Se aguarda localmente a publicação da produção industrial de fevereiro, onde o mercado espera uma alta.
Houve recuperação dos preços dos grãos e do óleo de soja no último pregão noturno (dia 03), continuando o farelo sem conseguir se recuperar.
Com os fundamentos do mercado estáveis, a alta é associada, de certa forma, a uma queda no dólar (índice DXY), que no começo da semana atingiu seu maior nível nos últimos quatro meses. A queda na demanda por grãos estadunidenses é dada pela forte concorrência com a produção da América do Sul.
No Brasil, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicou que espera uma menor importação para o mês de abril, com 10,65 milhões de toneladas exportadas. Esse valor é 24% menor que o embarcado no mesmo período do ano passado.
Preços do milho avançam.
Além do mesmo argumento explicado para o caso da soja, para o milho também influenciou a alta internacional dos preços do petróleo, que possuem correlação com os preços dos biocombustíveis.
Trigo avança em todos os mercados estadunidenses.
Com os estoques internacionais ainda folgados, parte importante do mercado atribui as melhoras nos preços ao comportamento do dólar, que permitiu maiores vantagens para os investidores e importadores.
No entanto, as preocupações com os preços continuam. Após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicar que a safra de inverno terá seu melhor resultado dos últimos cinco anos, além da Rússia, continuar afirmando igualmente aumentando os seus estoques, a pressão nos valores negociados seguiria nos próximos meses.






