A sexta-feira (dia 26) abriu com alta dos índices futuros das ações nos EUA. Em uma semana de sentimentos mistos pelas divulgações de dados estatísticos e balanços de importantes empresas, as tendências baixistas da macroeconomia foram compensadas pelos resultados altistas microeconômicos. Em matéria macroeconômica, ontem foi divulgado que o crescimento dos EUA desacelerou 1,6% no primeiro trimestre de 2024, o ritmo mais lento dos últimos dois anos. Com esses resultados, os índices recuaram, pelo receio de que, com a divulgação dos dados de inflação hoje, a tormenta perfeita fosse confirmada: com menor crescimento, mas maior inflação. Porém, os resultados microeconômicos acima do previsto nos ganhos da Alphabet (Google) e Microsoft, tranquilizaram os ânimos e voltaram a direcionar as apostas para o terreno positivo. Assim, apesar dos resultados que ainda devem ser anunciados para os níveis de preços, há expectativas de que a semana seja de valorização em Wall Street.
Por sua vez, os mercados europeus sobem alavancados nos bons resultados das bolsas estadunidenses. A maioria dos setores opera em alta, com destaque para ações dos setores de tecnologia e construção. Já na região da Ásia-Pacífico, os índices estão fechando uma semana sem direção definida. O destaque dos últimos dias foi a desvalorização da moeda japonesa, que caiu para seu nível mais baixo dos últimos 34 anos, porém, na reunião do Banco Central realizada ontem, a autoridade monetária não indicou nenhuma intervenção em relação ao iene, e resolveu não modificar as taxas de juros, que continuam entre 0% e 0,1%.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) começou o último pregão semanal em alta. Após a leve queda de ontem, quando a Petrobras aliviou as perdas da Vale, o mercado local aguarda as últimas estatísticas econômicas dos EUA, assim como segue de perto os resultados da inflação brasileira.
Recuperação do óleo no último pregão noturno da semana (dia 26), mas grãos e farelo continuam em baixa.
O complexo da soja continua pressionado pela oferta sul-americana, porém, ajustes nos estoques finais poderiam ser feitos. Especificamente, na Argentina, foi anunciado que a seca no norte do país está diminuindo a produtividade esperado, pelo que a Bolsa de Grãos de Buenos Aires poderia cortar a estimativa para a safra 2023/24 nas próximas semanas.
Ainda em alta, se espera balanço semanal positivo para o milho, que caminha para seu maior aumento dos últimos 11 meses.
Os últimos dias foram marcados pelo mercado climático, que preocupa principalmente nos EUA, com níveis de chuvas abaixo do histórico observado no cinturão de milho, principal região produtora do país.
Já tendo valorizado mais de 9% nos últimos dias, os preços do trigo caminham para valorização semanal.
Preocupa aos mercados a seca no sul da Rússia e no leste da Ucrânia, que mantém precipitações abaixo do esperado em abril, e que, caso continue o mesmo cenário em maio, poderia se começar a diminuir as estimativas para a produção de trigo nos principais exportadores do Mar Negro.






