A segunda-feira começa com os índices futuros das ações operando em alta nos EUA. Após a última semana ter sido caracterizada por instabilidade, finalmente o fechamento foi positivo, liderado principalmente pelos ganhos das ações no setor tecnológico. Se aguarda a reunião do Federal Reserve (Fed) na próxima quarta-feira, onde a expectativa do mercado é de manutenção, mais uma vez, das taxas de juros de referência entre 5,25% e 5,5%. Porém, é esperado de maneira central a leitura da autoridade monetária em relação à economia estadunidense, para buscar indicações se os cortes esperados aconteceriam ainda no primeiro semestre, ou somente a partir de julho.
Na Europa o panorama é igualmente positivo, com os índices aumentando ainda a sua consolidação, porém, com a dúvida de se o balanço mensal será positivo, já que em abril o índice regional do Stoxx 600 foi perdendo forças, após cinco meses consecutivos de ganhos. Em matéria econômica, amanhã serão divulgados os dados de inflação da Zona do Euro, e, em seguida, o Banco Central Europeu (BCE) deve indicar a sua decisão de política monetária. Lembrando que, para os mercados europeus são aguardados cortes antes da finalização do primeiro semestre. Seguindo a tendência de alta, as ações na região da Ásia-Pacífico avançam em conjunto, apoiadas pelos consistentes ganhos do setor tecnológico. Assim, os resultados acompanham as tendências altistas da última semana em Wall Street, além de saltos nas ações em China e Hong Kong, com anúncios de eliminações de restrições para compra de moradia em uma grande cidade chinesa.
Por sua vez, na contramão dos resultados internacionais, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em baixa. Em relação aos principais setores para a bolsa brasileira, o petrolífero e o de mineração apresentam ganhos, assim como os frigoríficos. E, no outro lado, o setor financeiro e siderúrgico iniciou com baixas. Os índices refletem incertezas do mercado no contexto nacional, mesmo diante de dados indicando queda para a inflação e aumento no crescimento econômico.
Primeiro pregão noturno da semana (dia 29) foi positivo para o complexo da soja.
Se bem na semana passada foi visto um aumento nas posições líquidas vendidas em fundos especulativos para a soja em Chicago, o que mostrou uma aposta baixista para os grãos, as incertezas em relação à oferta voltaram a condicionar um avanço nesta segunda-feira.
Em relação à participação do mercado chinês, um fator observado foi que, com a chegada das eleições nos EUA, o gigante asiático tem tido preferência pela compra de grãos brasileiros e argentinos.
Lembrando que, no governo anterior houve uma guerra comercial por parte importante do período do mandato, pelo que os chineses temem que haja restrições de importações de grãos desde os EUA, portanto estão procurando assegurar os suprimentos com grãos de origem sul-americana.
Sem variações para os contratos de maio e setembro, somente os valores dos contratos futuros para julho mostraram algum recuo.
No caso do cereal, a estabilidade nos fundamentos, assim como o avanço dentro do esperado das plantações no cinturão de milho nos EUA, permitem estabilidade nos preços neste começo de semana.
Recuos em Chicago, mas avanços em Kansas e Minneapolis para os preços do trigo.
Assim como as preocupações com o clima seco na Rússia na semana passada permitiram o melhor resultado dos últimos quatro meses, projeções de chuvas no sul do território russo influenciaram as quedas observadas.






