O mercado financeiro estadunidense iniciou a quarta-feira (dia 22) com os índices futuros das ações em queda. Os investidores estão apreensivos com a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, por suas siglas em inglês), que deve indicar as motivações para a decisão de manter a taxa de juros no mesmo patamar, na reunião de primeiro de maio. Há expectativas de que o documento indique os possíveis rumos que a política monetária nos EUA possa adotar. Além disso, os balanços de importantes empresas do setor tecnológico continuam no centro dos holofotes. No caso da Nvidia, a terceira empresa mais valiosa de Wall Street e referência internacional no ramo de semicondutores, se os resultados de hoje forem positivos, podem alavancar a manutenção da confiança e dos investimentos, principalmente na volátil área de inteligência artificial.
Na região da Ásia-Pacífico, as bolsas operam com sinais mistos. A falta de uma direção única é motivada pelas incertezas prévias à ata de política monetária do Federal Reserve (Fed), que deve fornecer sinais caros aos investidores a respeito da trajetória da taxa de juros estadunidense, que acaba influenciando muitas outras pelo mundo. Na Europa, os índices futuros negativos refletem as perspectivas de inflação e juros para a região.
Já no Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) recua na manhã desta quarta-feira. No cenário macroeconômico nacional, repercute o resultado fiscal do governo federal para abril. A arrecadação mensal somou R$ 228,9 bilhões, o maior valor para o mês em 30 anos. O referido montante corresponde a um aumento de 8,26%, comparado ao mesmo período no ano anterior, e ocorre após ajustes nas normas tributárias.
Resultados mistos para o complexo da soja no último pregão noturno (dia 22), com leve alta para os grãos e o óleo, mas queda para o farelo.
Entre os fundamentos da alta para os grãos, estão as preocupações com o balanço final do Brasil, uma vez que ainda há possibilidades de cortes na oferta do país. Já pelo lado dos óleos, o fundamento altista continua se amparando no esmagamento aquém do esperado nos EUA, assim como por um esperado aquecimento do mercado de biocombustíveis, como traz hoje o Diário de Óleos Vegetais.
Novas altas para os preços do milho, impulsado pela alta dos biocombustíveis.
Assim como no caso da soja, o mercado de combustíveis renováveis é de alta relevância para os preços do milho. Neste sentido, outro fator de alta, dado o forte nível de correlação com os biocombustíveis, é a valorização do petróleo, cujos valores seguem negociados após perspectivas menos positivas sobre a inflação estadunidense, como indica hoje o Diário de Petróleo.
Máxima dos dez últimos meses é alcançada nos preços do trigo.
Novas reduções nas estimativas de instituições russas movimentaram o mercado, que voltou a apostar por uma valorização nos preços. Dos 91,50 milhões de toneladas de produção estimadas inicialmente pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), analistas russos já tinham feito um primeiro corte para 86 milhões de toneladas, que, agora, foi para 83,5 milhões de toneladas. Conjuntamente, a Rússia e a Ucrânia devem representar cerca de 33% das exportações mundiais de trigo, como indicado por Arlan Suderman nos Comentários de Abertura da StoneX, pelo que a produção dos países continuará sendo relevante na definição dos preços internacionais da commodity.






