Em Wall Street, os principais índices futuros iniciaram a terça-feira (dia 18) sem direção única. O S&P 500 se destaca entre os demais, após encerrar a segunda-feira (dia 17) em alta, tendo atingido novo patamar recorde, e ainda ampliar os ganhos no início das atividades de hoje. Os rendimentos foram impulsionados pelo desempenho da Nvidia e outros dados econômicos. Analistas observam um otimismo entre os investidores, baseados em dados econômicos mais fortes e consistentes, que alimentam as expectativas para o início de um ciclo de cortes na taxa básica de juros em breve. No entanto, mesmo diante de sentimentos positivos, os investidores permanecem atentos aos novos dados que surgem. Para hoje, espera-se a publicação dos dados de vendas no varejo, referentes ao mês de maio, que devem fornecer pistas sobre o ânimo do consumidor.
Na região da Ásia e Pacífico, os principais índices futuros operam, majoritariamente, em alta. Os resultados positivos vêm em decorrência da recuperação das ações nos Estados Unidos, no dia anterior, ao mesmo tempo em que os agentes monitoram a decisão do Banco Central da Austrália sobre a condução da política monetária no país. Os mercados europeus, por seu turno, seguem a tendência mundial de valorização. Os investidores aguardam a decisão do Banco da Inglaterra sobre a taxa de juros do país. A expectativa é de que a taxa se mantenha estável dessa vez, mas que haja um corte na reunião de agosto.
No caso do Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) opera na contramão da direção mundial, iniciando as atividades da terça-feira (dia 18) em queda, ampliando as perdas do dia anterior. O mercado repercute as notícias recentes que tratam da política fiscal no Brasil, após rumores de proposta de mudanças do arcabouço fiscal. Por fim, as atenções nos próximos dias devem estar voltadas à decisão do COPOM sobre a taxa Selic, programada para ocorrer amanhã (dia 19).
O complexo da soja operou em terreno positivo no último pregão noturno da semana (dia 18), com grãos e farelo apresentando os maiores ganhos, enquanto o óleo ficou estável.
Na atualização de níveis de esmagamento nos EUA, a Associação de Processadores de Oleaginosas (NOPA) indicou que houve um aumento de 8,4% em relação ao mês anterior. Os 4,9 milhões de toneladas ficaram acima do esperado pelo mercado, que estimou 4,8 milhões de toneladas. Já no caso dos estoques, o nível caiu pelo segundo mês consecutivo. Indo para 782 mil toneladas, a variação é 5,9% inferior ao registrado em abril, e 7,9% a menos do que no mesmo mês do ano anterior. Mais detalhes e os gráficos detalhados estão no Diário de Óleos Vegetais.
Revertendo os resultados de ontem, os preços do milho voltaram a avançar.
Segundo a atualização do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), publicado na segunda-feira (dia 17), o milho que se encontrava em condições boas ou excelentes caiu em relação à semana anterior, ficando assim em 72%, frente aos 74% registrados na semana passada. No entanto, não causou grandes preocupações, dado que ainda continua muito à frente do visto na safra anterior, onde neste mesmo momento do ano o nível observado tinha sido somente de 55%, além da média dos últimos cinco anos estar também abaixo, em 64%.
Uma notícia importante desde o setor, foi o anúncio de que protestarão judicialmente contra uma medida do governo estadunidense. A administração Biden publicou seu plano para diminuir emissões gases de efeito estufa, a partir do incentivo à eletromobilidade, principalmente para veículos de longa distância. No entanto, foi anunciado que ainda não existem suficientes avanços e adaptações para suprir por completo as frotas, o que, consequentemente, acarretaria um impacto nos custos logísticos internos. Além disso, a principal questão levantada pelos grupos industriais envolvidos, é que o etanol de milho é provadamente uma alternativa sustentável na transição energética, e medidas como as adotadas seriam, na verdade, um desincentivo para o setor. Desta forma, nas próximas semanas iremos vendo o desenvolvimento das ações em relação a isso.
Sinais mistos nas bolsas estadunidenses, com leves aumentos em Kansas, quedas em Minneapolis, e contratos com sinais diferentes em Chicago.
Em relação às baixas, os preços no início do pregão noturno chegaram a cair para o menor nível em quase dois meses, onde a pressão de um bom início de colheita nos EUA continua pressionando. O USDA indicou ontem que 27% do trigo de inverno foi colhido. Esse avanço está à frente dos 12% observados no ano passado, assim como é superior à média de 13% dos últimos cinco anos. Desta forma, uma maior disponibilidade local continua fortalece os fundamentos baixistas nos mercados estadunidenses, apesar dos ajustes produtivos que ainda possam ser feitos no Mar Negro. Análises de mercado indicam que, sazonalmente, esta costuma ser historicamente a semana mais pessimista do ano no mercado do trigo nos EUA, justamente pela divulgação nos avanços da colheita. Acompanhe a safra nos EUA aqui.






