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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Larissa Barboza Alvarez
Júlia Viana
 
SOJA, FARELO, ÓLEO, MILHO: ALTA; TRIGO: MISTO 
Mercado Externo – Estados Unidos: misto; Ásia, Europa: alta

Em Wall Street, os principais índices futuros iniciaram a terça-feira (dia 18) sem direção única. O S&P 500 se destaca entre os demais, após encerrar a segunda-feira (dia 17) em alta, tendo atingido novo patamar recorde, e ainda ampliar os ganhos no início das atividades de hoje. Os rendimentos foram impulsionados pelo desempenho da Nvidia e outros dados econômicos. Analistas observam um otimismo entre os investidores, baseados em dados econômicos mais fortes e consistentes, que alimentam as expectativas para o início de um ciclo de cortes na taxa básica de juros em breve. No entanto, mesmo diante de sentimentos positivos, os investidores permanecem atentos aos novos dados que surgem. Para hoje, espera-se a publicação dos dados de vendas no varejo, referentes ao mês de maio, que devem fornecer pistas sobre o ânimo do consumidor. 

Na região da Ásia e Pacífico, os principais índices futuros operam, majoritariamente, em alta. Os resultados positivos vêm em decorrência da recuperação das ações nos Estados Unidos, no dia anterior, ao mesmo tempo em que os agentes monitoram a decisão do Banco Central da Austrália sobre a condução da política monetária no país. Os mercados europeus, por seu turno, seguem a tendência mundial de valorização. Os investidores aguardam a decisão do Banco da Inglaterra sobre a taxa de juros do país. A expectativa é de que a taxa se mantenha estável dessa vez, mas que haja um corte na reunião de agosto. 

No caso do Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) opera na contramão da direção mundial, iniciando as atividades da terça-feira (dia 18) em queda, ampliando as perdas do dia anterior. O mercado repercute as notícias recentes que tratam da política fiscal no Brasil, após rumores de proposta de mudanças do arcabouço fiscal. Por fim, as atenções nos próximos dias devem estar voltadas à decisão do COPOM sobre a taxa Selic, programada para ocorrer amanhã (dia 19). 

Soja em alta

O complexo da soja operou em terreno positivo no último pregão noturno da semana (dia 18), com grãos e farelo apresentando os maiores ganhos, enquanto o óleo ficou estável.

Na atualização de níveis de esmagamento nos EUA, a Associação de Processadores de Oleaginosas (NOPA) indicou que houve um aumento de 8,4% em relação ao mês anterior. Os 4,9 milhões de toneladas ficaram acima do esperado pelo mercado, que estimou 4,8 milhões de toneladas. Já no caso dos estoques, o nível caiu pelo segundo mês consecutivo. Indo para 782 mil toneladas, a variação é 5,9% inferior ao registrado em abril, e 7,9% a menos do que no mesmo mês do ano anterior. Mais detalhes e os gráficos detalhados estão no Diário de Óleos Vegetais.

Milho em alta

Revertendo os resultados de ontem, os preços do milho voltaram a avançar. 

Segundo a atualização do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), publicado na segunda-feira (dia 17), o milho que se encontrava em condições boas ou excelentes caiu em relação à semana anterior, ficando assim em 72%, frente aos 74% registrados na semana passada. No entanto, não causou grandes preocupações, dado que ainda continua muito à frente do visto na safra anterior, onde neste mesmo momento do ano o nível observado tinha sido somente de 55%, além da média dos últimos cinco anos estar também abaixo, em 64%. 

Uma notícia importante desde o setor, foi o anúncio de que protestarão judicialmente contra uma medida do governo estadunidense. A administração Biden publicou seu plano para diminuir emissões gases de efeito estufa, a partir do incentivo à eletromobilidade, principalmente para veículos de longa distância. No entanto, foi anunciado que ainda não existem suficientes avanços e adaptações para suprir por completo as frotas, o que, consequentemente, acarretaria um impacto nos custos logísticos internos. Além disso, a principal questão levantada pelos grupos industriais envolvidos, é que o etanol de milho é provadamente uma alternativa sustentável na transição energética, e medidas como as adotadas seriam, na verdade, um desincentivo para o setor. Desta forma, nas próximas semanas iremos vendo o desenvolvimento das ações em relação a isso.  

Trigo misto

Sinais mistos nas bolsas estadunidenses, com leves aumentos em Kansas, quedas em Minneapolis, e contratos com sinais diferentes em Chicago.

Em relação às baixas, os preços no início do pregão noturno chegaram a cair para o menor nível em quase dois meses, onde a pressão de um bom início de colheita nos EUA continua pressionando. O USDA indicou ontem que 27% do trigo de inverno foi colhido. Esse avanço está à frente dos 12% observados no ano passado, assim como é superior à média de 13% dos últimos cinco anos. Desta forma, uma maior disponibilidade local continua fortalece os fundamentos baixistas nos mercados estadunidenses, apesar dos ajustes produtivos que ainda possam ser feitos no Mar Negro. Análises de mercado indicam que, sazonalmente, esta costuma ser historicamente a semana mais pessimista do ano no mercado do trigo nos EUA, justamente pela divulgação nos avanços da colheita. Acompanhe a safra nos EUA aqui.

TABELAS E INDICADORES
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

Matt Zeller
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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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