Grãos | Chamada de Abertura
SOJA, FARELO, MILHO: ALTA; ÓLEO, TRIGO: BAIXA
Mercado Externo – Estados Unidos: misto; Europa, Ásia: baixa
Os principais índices futuros de Nova York operam sem direção única nesta quinta-feira (dia 25). No pregão anterior, as quedas foram fortes e generalizadas, com o Nasdaq atingindo seu pior desempenho no ano até então. Os resultados negativos ocorrem em decorrência do movimento de substituição de grandes companhias locais, especialmente aquelas relacionadas ao setor de tecnologia e inteligência artificial. Os resultados trimestrais da Tesla e Alphabet pesaram sobre a decisão dos investidores em se retirarem destas empresas mega capitalizadas e apostarem em outras, mais cíclicas, em uma tentativa de tornar o mercado menos concentrado. A agenda de hoje guarda a divulgação do PIB estadunidense, bem como dados acerca do seu mercado de trabalho, que devem fornecer pistas sobre o nível de atividade econômica do país.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados operam em queda, com exceção de Taiwan. As perdas acompanham os resultados negativos obtidos na sessão anterior em Wall Street. Além disso, investidores repercutem dados sobre o PIB sul-coreano, que ficou aquém das expectativas de analistas, além de notícias de que o Banco Central do Japão deve avaliar um aumento na taxa básica de juros do país. Entre os mercados europeus, prevalece a tendência baixista observada nos demais. Os agentes estão atentos aos dados acerca da confiança do consumidor na Alemanha e atividade empresarial na zona do euro e no Reino Unido.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as atividades da quinta-feira (dia 25) em queda. Por outro lado, a cotação do dólar comercial segue subindo, atingindo o valor de R$ 5,686 nesta manhã, em direção oposta ao movimento da divisa estadunidense em relação às principais moedas pelo mundo.
Soja misto
Com direções opostas no último pregão noturno (dia 25), grãos e farelo avançaram, mas o óleo continua em baixa.
Apesar do mercado climático seguir em andamento, as variações de temperaturas anunciadas até o momento não serão suficientes para mudar a percepção de que haverá uma oferta confortável por bons rendimentos nos EUA.
No Brasil, a ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) atualizou as suas projeções de exportações brasileiras, indicando menores grãos enviados, mas um possível recorde histórico de farelo. Assim, abaixo dos 10,71 milhões de toneladas previstas na semana anterior, a instituição espera agora que 10,43 milhões de toneladas de grãos sejam enviados. Por sua vez, o farelo passaria de 2,23 para 2,40 milhões de toneladas, que, se concretizado, superaria o recorde mensal anterior de 2,27 milhões de toneladas, representando um crescimento anual de 11% nos envios ao exterior.
Milho em alta
Recuperando as perdas do mercado noturno de ontem, os resultados para o cereal foram positivos.
Sobre o mercado estadunidense, a produção de etanol caiu na última semana, que terminou no dia 19 de julho, segundo a EIA (Energy Information Administration). Desta forma, a média de produção semanal ficou em 1,095 milhão de barris por dia, abaixo do 1,106 milhão de barris/dia registrados na semana anterior. Em sentido contrário, os estoques, passando de 23,16 para 23,72 milhões de barris/dia, o nível mais alto desde maio passado.
Trigo em baixa
Terceiro pregão noturno consecutivo de baixa para o trigo.
As cotações continuam pressionadas pela ampla oferta estadunidense e a recuperação da safra russa que prometo amplo abastecimento. Essas atualizações pressionam ainda mais as expectativas de uma ampla oferta global, uma vez que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou na sua atualização mensal de julho que esperava maiores estoques finais para o trigo, passando de 252,27 para 257,24 milhões de toneladas. As estatísticas do relatório de oferta e demanda do USDA se encontram aqui.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: StoneX cmdtyView.
Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.



