Em Wall Street, os principais índices futuros que operam na bolsa de valores operam sem direção única na manhã desta sexta-feira (dia 13). Embora indicadores econômicos recentes, de forma geral, se mostrarem ambíguos e sugerir que há baixa probabilidade de um enfraquecimento abrupto e intenso da economia americana no curto prazo, a possibilidade de um começo mais agressivo para o ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve retornou com força nesta sexta-feira. Primeiramente, um artigo de Nick Timiraos, influente analista do Wall Street Journal, relatou preocupações dentro do Federal Reserve (Fed) sobre manter um nível de aperto monetário excessivamente rígido e sugeriu que os integrantes do Fed podem preferir um começo mais rápido, isto é, uma redução de 0,50 p.p. Na sequência, Will Dudley, ex-presidente do Federal Reserve de New York, declarou em palestra que “acho que há um forte argumento para [um corte de] 50 [pontos-base]” e que “a lógica sugere que eles deveriam ir mais rápido”. Como consequência, as apostas de investidores para uma redução mais agressiva se elevaram, e o mercado futuro de juros se dividiu de maneira muito próxima entre as duas possibilidades. Isto, por sua vez, trouxe maior incerteza para os mercados de ativos e acabou estimulando um comportamento defensivo e avesso ao risco, com perdas do dólar frente a moedas consideradas portos-seguros, como o iene e o franco suíço.
Na região da Ásia e Pacífico, a tendência majoritária entre os índices é altista, ao contrário das ações chinesas que despencam para seu nível mais baixo desde 2019. Entre os mercados europeus, os índices futuros operam em alta generalizada, após decisão do BCE de cortar as taxas de juros para o bloco econômico.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) se valoriza na abertura desta sessão. No Brasil, o destaque econômico do dia é a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente a julho, que registrou uma queda de 0,4% em relação ao mês anterior. O resultado ficou em linha com a mediana das projeções do mercado, conforme levantamento do Valor Econômico, que já antecipava retração para o indicador. Tal resultado também reflete o desempenho da leitura de junho, que apontou um crescimento de 1,4%, acima do esperado. Com o resultado de julho alinhado às expectativas, o impacto desse indicador na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o dia 18, tende a ser limitado, reduzindo a pressão para ajustes imediatos na taxa Selic.
Embora o relatório WASDE tenha indicado uma redução na produção de soja nos Estados Unidos, a safra 2024/25 ainda deve se manter como a maior de todos os tempos.
Outro fator que tem dado suporte aos preços é o clima seco no período de plantio da nova safra em países da América do Sul. No Brasil, os estados do Mato Grosso e Paraná apresentam níveis baixíssimos para a umidade do solo, o nível mais baixo dos últimos 30 anos, de acordo com a empresa EarthDaily Agro.
O milho adquiriu novos ganhos, mesmo após o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontar um aumento nas estimativas de produção para o trigo no país. Investidores esperavam o contrário, após o clima seco verificado nas últimas semanas na região do Corn Belt. Os preços se sustentaram por uma cobertura de posições vendidas por parte dos investidores, que continuou sendo um fator de apoio ao mercado de grãos.
O mercado trigueiro enfrenta nova sessão em alta, diante de uma escalada recente nos conflitos entre Rússia e Ucrânia, que coloca em risco o escoamento da produção na principal região exportadora de trigo no mundo. A Ucrânia acusa a Rússia de usar, intencionalmente, bombardeios contra um navio civil de grãos.
Além disso, o clima também é outro fator que traz preocupações ao mercado trigueiro. A chuva causou prejudicou a colheita do trigo de primavera na Rússia. Por outro lado, o clima seco tem prejudicado a semeadura do trigo de inverno na Rússia e na Ucrânia.






