Nos Estados Unidos, os índices futuros de Nova York operam em baixa na manhã desta terça-feira, 22 de outubro. As atenções dos investidores estão voltadas para a temporada de balanços do terceiro trimestre, que tem sido positiva até o momento, com cerca de 7 em cada 10 empresas superando as estimativas de lucro. No exterior, o dollar index, que pondera o valor da moeda americana frente a uma cesta de moedas de economias avançadas, se situava nos maiores níveis desde o começo de agosto por conta da elevação dos rendimentos dos títulos do tesouro americano (Treasuries). Dados econômicos mais fortes que o antecipado para a economia do país e uma antecipação de efeitos de uma possível vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais diminuem as apostas de investidores para cortes de juros rápidos nos EUA, o que, por sua vez, sugere que a perda de rentabilidade dos títulos denominados em dólar vai ser mais lenta que o previsto anteriormente e favorece o fortalecimento da moeda americana.
Na região da Ásia e Pacífico, os índices operam, majoritariamente, no campo negativo, seguindo as tendências de Wall Street e após um dia fraco em relação aos dados econômicos dos países locais. Entre os mercados europeus, a tendência é de perdas generalizadas, enquanto os investidores avaliam a divulgação dos resultados trimestrais para as empresas europeias.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as operações da terça-feira, 22 de outubro, com perdas. Para o país, cabe destaque à divulgação dos números de arrecadação federal de setembro, em meio a um ambiente de pessimismo e ceticismo de investidores com a condução da política fiscal brasileira. Nesse sentido, os agentes do mercado financeiro devem acompanhar as falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, após seus comentários da véspera de que é necessário um ajuste profundo das contas públicas para “ter juros baixos de modo estrutural”. Para se aprofundar no assunto, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja mantêm-se próximos da estabilidade no pregão noturno desta terça-feira, 22 de outubro. No momento, a atenção dos investidores está voltada para o volume recente das exportações de soja. As vendas registradas nos últimos dias têm contribuído para aliviar a pressão sazonal, associada ao período atual de colheita nos Estados Unidos e à melhoria nas condições climáticas, que favorecem o plantio em importantes países produtores da América do Sul, como Argentina e, principalmente, Brasil.
O relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) indicou um avanço significativo na colheita de soja no país, com 81% da safra concluída até o último domingo, 20 de outubro. Este é o ritmo mais acelerado desde 2010, conforme o acompanhamento da instituição.
No mercado do milho, observa-se uma dinâmica semelhante à observada para a soja. O aumento das vendas de exportação dos Estados Unidos tem contribuído para limitar as perdas, ocasionadas pela expansão da oferta devido ao avanço da colheita no país. Além disso, as condições climáticas nas regiões produtoras apresentam melhoria, favorecendo o desenvolvimento da safra.
A colheita de milho nos Estados Unidos também avança de forma acelerada. Até o último domingo, 65% da produção já havia sido colhida, um percentual superior à média dos últimos cinco anos e acima das expectativas dos analistas para o período.
O trigo, por sua vez, registrou os preços mais baixos do último mês. As chuvas recentes que atingiram as regiões produtoras na Rússia e nas Grandes Planícies dos Estados Unidos ajudaram a acalmar o mercado.
Sob outra perspectiva, a adoção de novas legislações sobre a exportação de trigo russo não impactou significativamente o volume de vendas do país, que continua a realizar embarques em grande escala. O principal efeito dessas mudanças foi gerar incerteza entre os agentes do mercado, em meio à intervenção governamental nas exportações.






