Nos EUA, os índices acionários abrem em alta nesta quinta-feira, expandindo ganhos de ontem, apesar de números menos animadores para os dados de emprego divulgados ontem pela ADP, que reportaram a geração de 146 mil novos empregos privados, número abaixo da mediana das estimativas. O fato ajudou a pressionar o dólar no mercado global. O grande foco dos mercados financeiros norte-americanos estará no payroll dos EUA, que será publicado amanhã (sexta-feira, 06).
Na Europa, o presidente francês Emanuel Macron procura formar um novo governo após a extrema-direita e a esquerda do país aliarem forças para aprovar um voto de desconfiança contra o primeiro-ministro Michel Barnier. O Primeiro-ministro perdeu popularidade no congresso após tentar aprovar a força uma peça orçamentária contestada pela oposição, que previa aumento de impostos e reduções nos gastos públicos, principalmente no campo da seguridade social. A deposição de Barnier aprofunda o clima de instabilidade econômica na Europa. Ainda assim, os índices acionários europeus vêm operando em alta desde o início da semana conforme o mercado espera a continuidade do relaxamento monetário pelo Banco Central Europeu daqui para frente.
Os mercados asiáticos vieram na esteira de outros mercados financeiros pelo globo, fechando o pregão em alta em sua maioria. Os agentes econômicos acompanham a moção de impeachment do presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, após o mandatário declarar lei marcial nesta semana, em um movimento que analistas políticos categorizaram como uma tentativa fracassada de golpe de Estado. Na China, o comprometimento da autoridade central com o crescimento econômico ainda gera incertezas no mercado, o que se refletiu em perdas para o setor de commodities no país.
Por fim, no Brasil, os agentes do mercado seguirão acompanhando o pacote fiscal do governo, que será votado no congresso. Além disso, são esperados dados da balança comercial de novembro, hoje pela tarde, o que deverá movimentar o mercado de commodities.
Apesar das perspectivas de uma ampla safra de soja e milho no Brasil, os preços dos grãos se mantêm firmes no pregão noturno desta quinta-feira, 05 de dezembro.
Os preços futuros da soja apresentaram ganhos nesta manhã, sob influência da desvalorização observada no dólar e, ainda, por uma alta nos preços do petróleo bruto, o que gera uma elevação na demanda por grãos, um tanto quanto inesperada para este momento, com o propósito de aumentar a produção de biodiesel, que utiliza o milho e a soja como matérias-primas.
Os investidores têm estado em um clima apreensivo nas últimas semanas, enquanto aguardam o anúncio de novas tarifas comerciais pelo governo de Donald Trump, que assumirá o comando da Casa Branca a partir do próximo ano.
Os preços do trigo, por sua vez, recebem o apoio das condições de safra mistas em países produtores, como na Rússia e na Austrália, que se encontra no momento de colheita.
Na Rússia, o maior produtor mundial de trigo, as condições dos cultivos de inverno, para colheita em 2025, não são boas ou sequer germinaram, de modo que o mercado se encontra apreensivo.






