Nos Estados Unidos, os principais índices com atividades em Nova York iniciaram a segunda-feira, 13 de janeiro, em baixa, enquanto investidores aguardam novos dados econômicos do país. O Dollar Index sustenta seis semanas seguidas de valorização e se encontra no maior patamar desde novembro de 2022 em função da percepção de investidores de que o Federal Reserve (Fed) não possui muito espaço para mais reduzir juros e, assim, deve manter a taxa de juros mais alta por mais tempo nos EUA, o que favorece o fortalecimento do dólar. Essa percepção, por sua vez, é resultado de um discurso cauteloso dos integrantes do Fed, de receios de que mudanças nas políticas econômicas americanas na presidência de Donald Trump possa resultar em impactos inflacionários e, principalmente, pelos dados econômicos mais aquecidos que o antecipado. Nesse sentido a divulgação do “payroll” na sexta-feira passada, que mostrou uma expansão líquida dos empregos bem acima do estimado, reforçou a leitura de que o banco central americano não irá realizar cortes de juros antes do segundo semestre deste ano.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados operam também no vermelho, após o relatório de empregos dos Estados Unidos, divulgado na última sexta-feira, 10 de janeiro, ter reduzido as expectativas quanto a cortes antecipados nas taxas de juros pelo Fed. Na Europa, a tendência também é negativa, enquanto os investidores observam com cautela os rendimentos dos títulos do governo na zona do euro e do Reino Unido, ao longo desta semana.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV), iniciou o dia com ganhos curtos, mas logo virou para queda. Paralelamente, o real está entre as poucas moedas que se valorizaram frente ao dólar em 2025, juntamente com peso colombiano, peso mexicano e o rublo russo. Os motivos para o bom desempenho da moeda brasileira não estão claros, com analistas apontando como possíveis razões um movimento de realização de lucros após as fortes perdas do final do ano passado e uma entrada de fluxos financeiros impulsionados pela perspectiva de elevação firme da taxa básica de juros (Selic). Para acompanhar com maiores detalhes os temas que movimentam os mercados internacionais, acesse a Abertura de Câmbio.
Na última sexta-feira, 10 de janeiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda (WASDE, para a sigla em inglês) contendo atualizações sobre as previsões para a safra 2024/25 de soja. Verificou-se um corte nas expectativas de produção da oleaginosa nos Estados Unidos, refletindo perdas nos estados de Indiana, Kansas, Dakota do Sul, Illinois, Iowa e Ohio.
Além disso, estima-se que os estoques finais para a soja também devem ficar mais baixos, em decorrência, principalmente, de balanços mais apertados previstos para os Estados Unidos e para o Brasil.
O Resumo Semanal de Soja, que acabou de ser publicado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX, traz detalhes sobre como a edição mais recente do relatório do USDA impactou o mercado da oleaginosa na última semana.
Quanto ao milho, o USDA também indicou cortes nas previsões de produção. Além disso, as previsões indicam exportações menores para os Estados Unidos e Brasil, dois dos principais fornecedores de milho no mercado internacional.
A queda na oferta, acrescida de um aumento no uso, deve gerar estoques mundiais mais baixos para os grãos.
Para o trigo estadunidense, a previsão indica maior oferta e uso doméstico, enquanto as exportações devem se manter estáveis e estoques finais parcialmente maiores. Em uma perspectiva global, espera-se uma maior oferta e menor consumo, resultando em maiores estoques finais mundiais.
O consumo global deve ser reduzido em cerca de 0,6 milhões de toneladas, com a redução sendo puxada principalmente por quedas na Turquia, que foram parcialmente compensadas pelos números da Ucrânia.






