Nos Estados Unidos, os principais índices com atividade em Nova York iniciaram a quarta-feira, 22 de janeiro, com ganhos, à medida que os investidores constroem expectativas positivas a respeito de novos investimentos na área de inteligência artificial (IA), ao longo do governo Trump. Paralelamente, o dólar negociado no mercado de divisas operava em baixa nas primeiras operações desta quarta-feira, cotado ao redor de R$ 6,00 (09h50min). O movimento reflete o enfraquecimento global da moeda americana nas últimas sessões, impulsionado pelo alívio nos mercados internacionais após a ausência de medidas tarifárias imediatas por parte do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu uma política comercial rígida, mas a moderação demonstrada até o momento e a falta de planos concretos têm reduzido as percepções de risco no ambiente de negócios global. Apesar disso, os investidores seguem cautelosos, visto que Trump segue mencionando a possibilidade de aplicar barreiras tarifárias mais duras em breve. Na segunda-feira (20), informou que sua equipe estuda a aplicação de sobretaxas de 25% sobre produtos importados do México e do Canadá a partir de 01 de fevereiro. Ontem (21), reforçou a possibilidade de tarifar produtos chineses, com alíquota de 10% sobre importações do país asiático a partir do mesmo período. Embora o Brasil ainda não tenha sido citado diretamente, as incertezas em torno das políticas econômicas americanas mantêm os investidores em compasso de espera, atentos a possíveis impactos na percepção de risco global e, consequentemente, na moeda brasileira. Por ora, contudo, o adiamento da imposição de novas tarifas tem contribuído para a desvalorização global do dólar. Para acompanhar com mais detalhes os temas que devem movimentar os mercados internacionais neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Entre os mercados da Ásia e Pacífico, as operações seguem sem sentido único, com as bolsas chinesas apresentando perdas após comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na Europa, os mercados operam em alta, com os investidores refletindo acerca dos comentários feitos pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, sobre as políticas protecionistas que o novo presidente estadunidense pretende implementar.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em alta, ampliando os ganhos obtidos na sessão anterior. O mercado deve estar atento a uma série de reuniões que o presidente Lula deve realizar com seus ministros ao longo do dia.
O mercado da soja enfrentou algumas baixas na manhã desta quarta-feira, 22 de janeiro, mas já se recuperou, após o primeiro dia completo de governo Donald Trump ter passado isento das tarifas sobre o comércio agrícola, prometidas pelo republicano em campanha.
Mesmo diante deste movimento, os preços futuros da soja permanecem próximos das suas máximas de vários meses, por influência das condições climáticas na Argentina e no Brasil, em que as chuvas que atingem o Mato Grosso e tem atrasado o início da colheita da soja no país.
O mesmo movimento baixista se observa também para o milho, com os traders apreensivos sobre a possibilidade de se aplicarem de fato novas tarifas às transações agrícolas com os Estados Unidos, mas também um pouco surpresos pela determinação não ter vindo já de imediato nas primeiras horas do novo governo Trump.
O milho, apesar da queda, tem se sustentado perto das máximas de vários meses. N terça-feira, 21 de janeiro, atingiu US$4,91, o maior valor do cereal nos últimos 13 meses.
No mercado do trigo, assim como para a soja, os preços apresentavam algumas quedas nesta sessão, mas já volta a operar com ganhos, em decorrência da frustração das expectativas de investidores desse mercado, que aguardavam para ontem mesmo o anúncio de novas tarifas para o comércio de gêneros agrícolas com os Estados Unidos, com uma das medidas protecionistas que estão no radar do novo governo, que estará à frente da Casa Branca pelos próximos quatro anos.






