Nos Estados Unidos, os principais índices com atividades em Nova York iniciaram a quinta-feira, 23 de janeiro, sem direção única. O principal evento da sessão deve ser a participação do presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico de Davos, no qual discursa virtualmente à 13h00min (horário de Brasília). Da fala, investidores buscam pistas sobre como o presidente enxerga o cenário econômico do país e qual deve ser a abordagem de seu novo governo para a economia, em especial no âmbito de sua política comercial. Durante sua campanha eleitoral, prometeu implementar logo nos primeiros dias de seu governo novas tarifas de importação rígidas, restrições à entrada de imigrantes no país e redução dos impostos sobre as empresas. Desde sua cerimônia de posse, na última segunda-feira (20), entretanto, tem demonstrado maior moderação e falta de ações concretas, sobretudo com relação a tarifas, o que tem contribuído com a redução das percepções de risco no ambiente de negócios global. Apesar disso, os investidores seguem cautelosos, visto que Trump segue mencionando a possibilidade de aplicar barreiras tarifárias mais duras em breve. Embora o Brasil ainda não tenha sido citado diretamente, as incertezas em torno das políticas econômicas americanas mantêm os investidores em compasso de espera, atentos a possíveis impactos na percepção de risco global e, consequentemente, na moeda brasileira. Por ora, contudo, o adiamento da imposição de novas tarifas contribuiu nas últimas sessões para a desvalorização global do dólar. Para acompanhar de perto maiores detalhes sobre os temas que movimentam os mercados nesta quinta-feira, acesse a Abertura de Câmbio.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados encerraram a sessão por lá sem direção única, com uma recuperação entre as ações chinesas, após o governo do país se comprometer em atuar junto do mercado e impulsionar o preço das ações. Na Europa, os mercados avançam à medida que os resultados corporativos trimestrais têm agradado os investidores da região. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou o dia em alta, mas virou para queda.
O mercado da soja recuou na manhã desta quinta-feira, após os investidores desviarem o seu foco das tensões relacionadas às expectativas de imposição de tarifas aos produtos agrícolas pelo novo governo estadunidense, para os entraves que se tem verificado no comércio de soja com a China.
Diante deste cenário, os futuros da soja recuaram de seus ganhos em sessões anteriores, após cinco empresas brasileiras suspenderem os embarques para o principal comprador da soja do país sul-americano, a China.
No mercado do milho também se verificam algumas perdas, mas mais relacionadas a correções técnicas, com os investidores atentos às medidas do novo governo à frente da Casa Branca.
Ainda há expectativas de que o governo Trump vá impor tarifas sobre produtos agrícolas e sobre as transações com outros parceiros comerciais, com destaque para a China e o Canadá.
Os impactos políticos do novo governo estadunidense também interferem no desempenho do trigo no mercado internacional.
As incertezas relacionadas às possíveis novas medidas tarifárias de Trump, associadas a uma demanda ainda enfraquecida pelo cereal contribuíram para algumas perdas da commodity em Chicago nesta manhã.






