Nos Estados Unidos, os principais índices futuros operam no campo negativo na manhã desta sexta-feira, 14 de fevereiro. Investidores monitoram a divulgação dos dados de vendas no varejo dos Estados Unidos, cuja estimativa mediana sugere retração de 0,2% em janeiro frente ao mês anterior, após uma alta de 0,4% em dezembro. O resultado deve contribuir para a formação de perspectivas sobre a atividade econômica do mês de janeiro no país, o que, por extensão, tende a influenciar as projeções de política monetária. Nesta semana, os investidores observaram números de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) mais fortes que o esperado, reforçando a percepção de persistência inflacionária no país. Nesse contexto, os dados de varejo podem oferecer mais subsídios a essa análise, visto que funcionam como um importante sinalizador da demanda do consumidor, um dos principais impulsionadores de pressões inflacionárias nos últimos meses. Caso surpreendam positivamente, nesse sentido, as vendas no varejo devem reforçar a hipótese de uma postura mais rígida de política monetária por parte do Federal Reserve, o que tende a elevar o rendimento dos títulos do Tesouro americano e, por sua vez, fortalecer o dólar.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados operavam sem direção única ao longo da sua sexta-feira. De forma semelhante, na Europa, os mercados operavam com tendência mista. Internacionalmente, o movimento desta manhã prolonga a tendência verificada ao longo da semana de enfraquecimento do dólar frente a seus pares após sinais de maior moderação do presidente Donald Trump em seu plano de implementar tarifas de importação. Ontem, essa postura se reafirmou após o anúncio de que as “tarifas de reciprocidade” prometidas pelo presidente dos EUA não entrariam em vigor de imediato, com Donald Trump assinando um memorando, ao invés de uma ordem executiva, detalhando um plano para a imposição de taxas de importação pelo país na mesma medida que as praticadas pelos seus parceiros comerciais. O memorando solicita à Secretaria de Comércio um estudo detalhado do comércio internacional dos EUA com cada país, buscando identificar práticas “injustas” e determinando o nível apropriado de sobretaxas para cada caso, com prazo para 01 de abril. Como essas potenciais tarifas só poderão entrar em vigor após a conclusão desse estudo, prevalece uma leitura entre os operadores do mercado financeiro de que Trump está menos agressivo do que o antecipado na condução da sua política comercial, o que tende a enfraquecer o dólar globalmente.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia operando com fortes altas, renovando suas posições máximas atingidas. No país, os investidores devem estar atentos às falas do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Para acompanhar as repercussões do mercado neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
A manhã de sexta-feira, 14 de fevereiro, é marcada por altas nos preços futuros da soja, à medida que os investidores do mercado alinham suas expectativas aos novos dados do mercado referentes às condições de safra e à nova política tarifárias que vem sendo adotada pelos Estados Unidos.
Analistas acreditam que até abril não se devem observar tarifas recíprocas dos Estados Unidos, aliviando parte dos temores do mercado sobre o tema.
O trigo, seguindo uma tendência geral no mercado de grãos, apresenta ganhos em suas atividades na manhã desta sexta-feira em Chicago. Com isso, o cereal encara uma sequência de três dias consecutivos de alta, aproximando-se das máximas dos últimos 15 meses, que fora alcançada já na semana anterior.
A valorização do dólar frente a uma cesta de outras moedas pelo mundo, decorre de uma pausa na imposição de novas tarefas pelo governo Trump nos EUA, o que acabou favorecendo um impulso aos preços das commodities precificadas no país.
No mercado do trigo, os contratos futuros continuam a ser apoiados pelas fortes exportações do cereal nos Estados Unidos, conforme informado pelo relatório de exportações semanais do país, que pode ser acessado clicando aqui.
Por outro lado, tem surgido preocupações relacionadas às condições climáticas em países do hemisfério norte que estão em a safra do trigo de inverno está em andamento, como os Estados Unidos e a Rússia.






