Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com atividade em Nova York operam com baixas na manhã desta segunda-feira, 11 de março. Após o forte pessimismo e aversão ao risco da sessão de ontem, a taxa de câmbio do real apresentava suave recuperação nas primeiras operações desta terça-feira, quando era negociada ao redor de R$ 5,83 (10h05min). O mau humor de ontem é reflexo de alguns fatores simultâneos nos EUA, a saber, alguns indicadores econômicos mais fracos que o antecipado, a piora no “guidance” (projeções) de empresas de capital aberto para o ano de 2025 e a incerteza e inconsistência sobre a evolução da política econômica sob o novo governo de Donald Trump. Em particular, neste último tópico, há receios de que a demissão em massa de funcionários federais e a aplicação de elevadas sobretaxas de importação sobre um amplo conjunto de setores e de países possam prejudicar o crescimento do país, elevando os temores de uma desaceleração econômica. Nesse sentido, investidores monitoram o encontro do presidente americano, Donald Trump, com cerca de 100 CEOs de empresas americanas que compõem o Conselho Empresarial para a Casa Branca. Espera-se que esses líderes questionem o presidente por uma maior clareza nas estratégias econômicas do Executivo, o que tem auxiliado na reversão dos movimentos de busca por qualidade de ontem e favorecido um fortalecimento do real. Para acompanhar com mais detalhes a movimentação dos mercados no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados encerraram seu dia sem direção única, acompanhando o movimento incerto observado em Wall Street. Entre os mercados europeus, a tendência que predomina é de queda, enquanto os investidores temem que a economia dos Estados Unidos possa ser impactada pelas políticas comerciais de Trump.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com algumas baixas, com a atenção voltada aos dados da produção industrial do país e alguns balanços corporativos.
Os preços futuros da soja recuam pela terceira sessão consecutiva, aproximando-se da mínima de uma semana, motivados por preocupações relacionadas à demanda chinesa. No momento, estão em curso algumas ações judiciais da China contra os Estados Unidos, devido à taxação das importações do país asiático, implementadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A ampla oferta de soja brasileira também tem pressionado os futuros da oleaginosa, à medida que avança a colheita de uma safra recorde no país sul-americano. Ao mesmo tempo, algumas dúvidas com relação à demanda da China também têm pesado sobre os futuros da soja em Chicago.
No mercado do milho, os preços futuros também recuam na manhã desta terça-feira, 11 de março, puxados por um declínio dos preços dos grãos em geral, devido à competitividade entre os produtos.
O destaque para o dia de hoje é a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O relatório deve considerar as políticas comerciais que estiverem em vigor até a data de publicação do relatório, conforme apontou a agência.
Os preços futuros do trigo seguem a tendência geral entre os demais grãos, recuando um pouco nesta manhã. O que se nota é que, mesmo com as quedas recentes, o trigo estadunidense ainda não recuperou sua competitividade frente ao cereal europeu.
Ao mesmo tempo, o mercado observa as condições de safra do trigo de inverno nos Estados Unidos e na Rússia, que enfrenta algumas condições de seca neste momento.





