Os principais índices futuros com operação em Nova York acumulam novas perdas no início desta quarta-feira, 13 de março. Na agenda econômica, a principal divulgação deve ser a do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos referente a fevereiro, que se manteve inalterado (0,0%), abaixo da estimativa mediana de elevação de 0,3% no mês. Por sua vez, o núcleo do PPI, que exclui componentes voláteis, como alimentação e energia, recuou 0,1%, divergindo igualmente da estimativa mediana de avanço de 0,3%. O desempenho mais moderado do PPI corrobora o movimento observado ontem no índice de preços ao consumidor (CPI), reforçando a perspectiva de que a inflação norte-americana desacelerou em fevereiro. Em conjunto, ambos os indicadores são frequentemente acompanhados pelos investidores por anteciparem componentes do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE), principal referência do Federal Reserve em suas decisões de política monetária. Assim, a sinalização de desaceleração gradual da inflação pode ser interpretada como um “pouso suave” para a economia dos Estados Unidos, o que reforça expectativas de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve em 2025. Essa perspectiva, por sua vez, tende a enfraquecer o valor do dólar globalmente. Ainda nos Estados Unidos, investidores devem ter observado os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, que totalizaram 220 mil novos pedidos, resultado em linha com a mediana das projeções. Dados para o mercado de trabalho tem ganhado relevância destacada nas últimas semanas em virtude do aumento de preocupações recentes quanto a uma eventual desaceleração econômica em ritmo acima do esperado. Soma-se a isso a preocupação com a anunciada paralisação de novas contratações e demissões em massa em cargos públicos sob o governo de Donald Trump, o que aumenta a cautela dos agentes econômicos. No entanto, o resultado dentro do esperado tende a atenuar receios mais imediatos, sinalizando que o Federal Reserve ainda possui espaço para de cortes de juros em 2025, o que tende a enfraquecer o valor do dólar globalmente.
As bolsas com operações na região da Ásia e Pacífico seguem as tendências de Wall Street, recuando um pouco mais nesta manhã, em meio a incertezas sobre o cenário da economia global. Na Europa, os mercados operam sem direção única, com grande parte das altas sendo puxadas por ações do setor de saúde.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia no campo positivo, com a atenção dos investidores recai sobre o resultado da Pesquisa Mensal de Serviços, que indicou retração de 0,2% no volume de serviços em janeiro, em linha com a mediana das expectativas. O indicador sucede um período de estabilidade (0,0%) registrado em dezembro de 2024, reforçando receios de que a economia brasileira possa estar perdendo fôlego. Nesse contexto, a redução na atividade tende a amenizar as pressões inflacionárias ao enfraquecer a demanda, o que pode levar o Banco Central a adotar maior cautela em seu ciclo de altas da taxa básica de juros (Selic), mesmo diante de um quadro inflacionário ainda adverso, conforme sinalizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de ontem. A possível diminuição na perspectiva de novos aumentos de juros, por sua vez, contribui para o enfraquecimento do real no mercado global. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados internacionais nesta manhã, acesse a Abertura de Câmbio.
Os futuros da soja avançam em Chicago, recuperando-se de perdas acumuladas nas últimas quatro sessões. Na quarta-feira, 12 de março, o mercado demonstrou grande instabilidade devido ao primeiro dia de validade das tarifas aumentadas dos EUA sobre suas importações de aço e alumínio, o que acabou gerando medidas retaliatórias por parte do Canadá e da União Europeia.
Após dois dias consecutivos acumulando quedas nos preços futuros do milho, as cotações na manhã desta quinta-feira, 13 de março, demonstram um terreno um pouco mais forte para o grão.
Os investidores seguem incertos com relação à demanda, devido às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, que têm gerado retaliações por parte dos países afetados, como Canadá e União Europeia. O cenário incerto tem refletido em uma instabilidade nos preços do produto em Chicago ao longo das últimas semanas.
O trigo, de forma semelhante ao que se observa para o milho nesta manhã, se recupera parcialmente das perdas acumuladas nas últimas sessões. Os traders avaliam o cenário econômico estadunidense com certo receio, em meio ao anúncio de uma série de tarifas que podem ter impactos negativos sobre o crescimento econômico do país, além de exercer uma pressão inflacionária.
No momento, o mercado deve voltar sua atenção aos dados de exportações semanais dos EUA, que devem ser divulgados nesta manhã, para avaliar a demanda pelos grãos do país.





