Mercado externo em queda
Nesta segunda-feira (11), as principais bolsas de ações dos EUA e da Europa apresentam tendência de baixa, com a única exceção sendo o mercado do Reino Unido.
O fator que pressiona os mercados é o risco cada vez maior de a economia mundial começar a enfrentar um cenário de estagflação, ou seja, estagnação econômica junto com inflação. Apontando para esse cenário, já há alguns meses que os índices de crescimento dos preços na Europa e nos EUA alcançaram os maiores valores em décadas. Agora, veio se somar a isso números fracos de crescimento econômico, como o relatório de payroll dos EUA divulgado na última sexta-feira, que mostrou a criação de apenas 194 mil vagas em setembro, quando havia expectativa de 500 mil novos empregos. Isso levou o banco de investimento Goldman Sachs a cortar em 0,1% sua expectativa de crescimento para o PIB norte-americano em 2021, estimando agora aumento de 5,6%.
A estagflação ainda traz grandes incertezas sobre atuação dos bancos centrais. Por um lado, eles são pressionados a aumentar os juros e cortar os estímulos econômicos a fim de conter a inflação. Por outro, tem aqueles que defendem que essas instituições têm a obrigação de seguir impulsionando a recuperação econômica. Com argumentos válidos existindo para os dois lados, as decisões de política monetária se tornam mais imprevisíveis. No Reino Unido, autoridades do Bank of England deram a entender que já em um futuro próximo acontecerá um aumento dos juros, mesmo com prognósticos de forte desaceleração econômica no último trimestre do ano. Com isso, a libra esterlina está se valorizando frente ao dólar e ao euro.
Por fim, importante destacar que ainda nesta semana terão início as divulgações dos lucros e resultados das empresas listadas em bolsa no terceiro trimestre. Como tradicionalmente acontece, os primeiros a anunciar seus números serão os bancos, entre eles JP Morgan Chase, Wells Fargo, Goldman Sachs, Bank of America, Morgan Stanley e Citigroup.
Soja em alta
Nesta segunda-feira (11), os mercados futuros de soja operam em alta. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.244,25 USD cents/bushel. Os futuros da soja seguem sendo sustentados pela queda na oferta de óleos vegetais, sobretudo após a suspensão das operações de esmagamento na China, na semana passada, que vem realizando cortes no fornecimento de energia como forma de combate a poluição. Vale destacar que os ganhos no complexo de soja foram limitados pela tendência de queda observada no mercado de óleo de palma, após as exportações da Malásia em outubro/21 terem ficado abaixo do esperado inicialmente.
Milho em alta
Os futuros do milho operam em alta, nesta segunda-feira (11). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 530,50/bu. Apesar de o movimento de alta ser sustentado pela tendência de alta dos preços nos mercados de energia, os ganhos seguem sendo limitados pelo avanço dos trabalhos de colheita no campo. Em razão do feriado nacional nos EUA, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgará seus dados de acompanhamento de safra apenas amanhã (12). Ademais, a condição climática na região norte da China segue no centro das atenções, onde fortes chuvas atrasam os trabalhos de colheita e, inclusive, podem afetar a qualidade da safra de milho na região.
Trigo em alta
Os futuros do trigo operam em alta, nesta segunda-feira (11), impulsionados pela forte demanda no mercado de trigo internacional. Vale destacar que no primeiro trimestre de 2021/22, a União Europeia registrou forte alta nas exportações de trigo, totalizando 8,25 milhões de toneladas – clientes StoneX encontram maiores informações sobre as exportações europeias na
matéria especial dessa semana. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 739,50/bu.