Campinas, 01 de junho – A sessão de hoje conta com a agenda de dados estadunidense agitada, a qual inclui o índice de gerente de compras (PMI, sigla em inglês) às 10h45min. e o relatório de emprego ADP.
Às 09h15min, foi divulgado o Relatório Nacional de Emprego ADP, responsável por indicar a criação de empregos privados não agrícolas nos EUA. O reporte mostrou uma certa desaceleração em maio, visto que foram criados 278 mil empregos no setor, inferior aos 291 mil revisados de abril. No entanto, o resultado continuou superando a expectativa dos agentes, os quais estimavam 170 mil vagas criadas.
No geral, entende-se que o reporte indicou um mercado de trabalho aquecido, o que pode ser interpretado como baixista pelos investidores, uma vez que o resultado pode contribuir para o fortalecimento da demanda e, portanto, para a resiliência da inflação nos EUA.
Os mercados globais também repercutem a aprovação da Câmara em relação ao projeto de lei do teto da dívida estadunidense. O texto prevê a suspensão do teto até janeiro de 2025, e agora deve ser votado no Senado antes do dia 5 de junho – prazo em que o país entraria em default. Assim, a perspectiva de que o impasse seja resolvido provisoriamente pode contribuir para a confiança dos agentes, o que fortaleceria as commodities.
Para a zona do euro, os dados preliminares para a inflação mostram um recuo no mês de maio. De acordo com o Escritório de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), a inflação anual da região desacelerou de 7% em abril, para 6,1% em maio, abaixo dos +6,3% esperados pelos agentes.
Com isso, a inflação deve ficar no menor nível desde fevereiro de 2022, quando o índice foi de +5,9%. Tal desempenho pode ser considerado positivo pelo Banco Central Europeu, o qual discutirá a próxima decisão para a taxa de juros no dia 15 de junho.
Por fim, foi divulgado o Índice de Gerente de Compras (PMI, sigla em inglês) industrial privado da China, calculado pela S&P Global/Caixin. Diferente do mês passado, o índice referente a maio ficou em território de expansão, passando de 49,5 pontos em abril, para 50,9 pontos em maio.
Assim, o índice privado divergiu do cálculo oficial feito pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS), o qual mostrou um resultado de contração do setor industrial (48,8 pontos). Ainda assim, os agentes repercutiram o cálculo privado de forma positiva, permitindo que o índice CSI 300 encerrasse em +0,22%.
Os preços no mercado futuro de grãos obtiveram força para ganhos no pregão noturno desta quinta-feira (1) em Chicago. Em boa medida os preços refletiram o otimismo sobre o acordo da dívida dos EUA, em que o projeto de lei sobre o aumento do teto foi aprovado na Câmara com apoio dos dois partidos, Republicano e Democrata, o que acalma os fundamento financeiros, reduzindo a aversão ao risco.
Além disso, os danos causados pelas enchentes à safra de trigo da China, podem renovar o interesse internacional nos suprimentos de soja dos EUA, assim acrescentando suporte para o movimento dos preços.
Por outro lado, vale lembrar que a safra recorde de soja no Brasil ainda limita os preços, enquanto uma opção mais barata para os compradores internacionais.
Os preços do milho também seguiram o caminho feito pela soja, influenciado pelos mesmos fatores. Somado a isso, o clima seco previsto para o próximo mês no Cinturão do Milho Oriental ajudou os contratos futuros de milho a recuperar as perdas de ontem.
O governo da Argentina atualizou partes do protocolo chinês de importação de milho, a fim de viabilizar os embarques de milho para a China após cerca de 11 anos da assinatura do primeiro acordo.
Até o momento, não houve embarques efetivos do cereal desde o primeiro acordo, efeito das complicações para o cumprimento das exigências chinesas. No acordo atualizado em 2023, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) comprometeu-se a realizar investigações e análises durante a época de plantio, cujos resultados serão apresentados à Administração Geral de Alfândegas da China.
Após pregões enfrentando pressão, os preços do trigo encontraram suporte para ganhos nas Bolsas dos Estados Unidos. A força para o movimento vem em grande parte dos danos potenciais das enchentes nas lavouras de trigo da China.
Os padrões climáticos do El Niño estão levando fortes chivas para a China. O que pode prejudicar a colheita no maior produtor mundial de trigo. Nas últimas semanas, a China indicou ter excesso de oferta de trigo, o que afetou os suprimentos de milho e soja das rações de gado, que poderiam ser substituídos por ofertas de trigo mais baratas.
Entretanto, com o potencial dano causado pelas chuvas intensas, os estoques de trigo da China podem ser reduzidos e dar suporte para o aumento dos preços de grãos e oleaginosas no mercado internacional.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja